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terça-feira, 14 de junho de 2022

TEXTO DE PRODUÇÃO DO AUTOR: Como funciona a clonagem e quais as vantagens e desvantagens?

 2009 - REPUBLICAÇÃO

FACULDADE INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA

LICENCIATURA PLENA EM BIOLOGIA

CESAR AUGUSTO VENANCIO DA SILVA

Prof. Dr. Rickardo Léo Ramos Gomes

Fórum 2 - Como funciona a clonagem e quais as vantagens e   desvantagens?

 

 

 

Dr. Panayiotis Zavos, um médico de fertilidade norte-americano, revelou em 17 de janeiro de 2004 em uma conferência de imprensa em Londres que ele havia transferido um embrião recém-clonado para uma mulher de 35 anos de idade. Em 4 de fevereiro de 2004, verificou-se que a tentativa não funcionou e que a mulher não havia engravidado. Severino Antinori anunciou em 2006 ter feito em 2003 três clones humanos((Joshua Lederberg. (1966). Experimental Genetics and Human Evolution. The American Naturalist 100, 915, pp. 519-531;  Watson, James. "Moving Toward a Clonal Man: Is This What We Want?" The Atlantic Monthly (1971);  Lewis D. Eigen (2010). Scriptamus, Human Clones May Be Among Us Now! Who Is Ready?;  "Human clone attempt fails", Daily Mail; "Human cloning attempt has failed", BBC News, 4 February 2004;  Agencia Estado (11/11/2006). Médico diz que três clones humanos "vivem bem" na Europa;  Lanza RP, Chung HY, Yoo JJ, et al.. (July 2002). "Generation of histocompatible tissues using nuclear transplantation". Nat. Biotechnol. 20 (7): 689–96. DOI:10.1038/nbt703. PMID 12089553).

Nações Unidas – Direito Internacional Público - Em 14 de dezembro de 2001, a Assembléia Geral da ONU começou a elaborar uma convenção internacional contra a clonagem reprodutiva dos seres humanos. Uma ampla coalizão de países, incluindo Espanha, Itália, Filipinas, Estados Unidos, Costa Rica e a Santa Sé, procurou estender o debate a proibição de todas as formas de clonagem humana, pois na sua opinião, a clonagem terapêutica humana viola a dignidade humana. Como não foi possível chegar a um consenso, em Março de 2005, foi adotada a Declaração das Nações Unidas sobre a Clonagem Humana a qual pedia pela proibição de todas as formas de clonagem humana, mas essa declaração não é obrigatória aos países membros. http://www.un.org/law/cloning/

A Austrália havia proibido a clonagem humana. Entretanto, em dezembro de 2006, um projeto de lei legalizando a clonagem terapêutica e a criação de embriões humanos para pesquisas com células-tronco foi aprovada pela Câmara dos Deputados. A clonagem terapêutica agora é legal em algumas partes da Austrália, dentro de certos limites e sujeito aos efeitos da legislação estadual(Prohibition of Human Cloning for Reproduction Act 2002 National Health and Medical Research Council, 12 June 2007).

Clonagem humana é a criação de uma cópia geneticamente idêntica de um ser humano. O termo é empregado para se referir à clonagem humana artificial, sendo que ele não é empregado para se referir ao nascimento de gêmeos idênticos, cultura de tecidos ou a cultura de células humana. Existem dois tipos comumente discutidos da clonagem humana: a clonagem terapêutica e a clonagem reprodutiva. A clonagem terapêutica envolve a clonagem de células de um adulto para uso em medicina e é uma área ativa de pesquisa, enquanto a clonagem reprodutiva implicaria fazer clones humanos. Clonagem reprodutiva ainda não foi realizada e é ilegal em muitos países.

Por que clonar?

A principal razão de clonar plantas ou animais é produzir em massa organismos com as qualidades desejadas, como uma premiada orquídea ou um animal fruto de engenharia genética. As ovelhas, por exemplo, foram alteradas geneticamente para produzir insulina humana. Se tivéssemos de recorrer apenas à reprodução sexuada (cruzamento) para produzir em massa esses animais, correríamos o risco de atenuar as características desejadas porque a reprodução sexuada tem implicações de componentes genético. Outras razões para a clonagem podem incluir a substituição de animais de estimação perdidos ou falecidos e repopular espécies ameaçadas ou até extintas. Independente da razão, as novas tecnologias de clonagem geraram muitos debates éticos entre os cientistas, políticos e público em geral. Vários governos já consideraram ou promulgaram leis para diminuir, limitar ou banir completamente os experimentos com clonagem. É claro que a clonagem fará parte das nossas vidas no futuro, mas os rumos dessa tecnologia ainda não foram determinados.

Dolly - Em 1997, a clonagem foi revolucionada quando Ian Wilmut e seus colegas do Instituto Roslin em Edinburgo, Escócia, clonaram com sucesso uma ovelha chamada Dolly. Dolly foi o primeiro mamífero clonado. Wilmut e seus colegas transplantaram um núcleo de uma célula de glândula mamária de uma ovelha Finn Dorsett no ovo desnucleado de uma ovelha Blackface escocesa. A combinação núcleo-ovo foi estimulada com eletricidade para fundi-los e estimular a divisão celular. A nova célula se dividiu e foi colocada no útero de uma ovelha Blackface para se desenvolver. Dolly nasceu meses depois. Dolly provou ser geneticamente idêntica às células mamárias Finn Dorsett e não à ovelha Blackface, o que demonstrou claramente que era um clone bem-sucedido (foram feitas 276 tentativas antes de dar certo o experimento). Dolly depois disso cresceu e reproduziu várias proles próprias através de meios sexuados normais. Portanto, a Dolly é um clone viável e saudável.  Desde a Dolly, diversos laboratórios universitários e empresas empregaram várias modificações da técnica de transferência nuclear para produzir mamíferos clonados, inclusive vacas, porcos, macacos, camundongos e Noé. Em 8 de janeiro de 2001, cientistas da Advanced Cell Technology Inc. anunciaram o nascimento do clone de um animal, um bezerro de gauro (um grande bovino selvagem da Índia e sudeste da Ásia) chamado Noé. Apesar de Noé ter morrido de uma infecção não relacionada com o procedimento, o experimento demonstrou que é possível salvar espécies ameaçadas por meio da clonagem.  Clonagem é o processo de criar um organismo geneticamente idêntico por meios assexuados. Ela tem sido usada por muitos anos para produzir plantas (até cultivar uma planta a partir de um corte é um tipo de clonagem). clonagem animal tem sido objeto de experimentos científicos por anos, mas atraiu pouca atenção até o nascimento do primeiro mamífero clonado em 1997, uma ovelha chamada Dolly. Depois da Dolly, vários cientistas clonaram outros animais, inclusive vacas e camundongos. O recente sucesso da clonagem de animais gerou debates acirrados entre os cientistas, políticos e o público em geral sobre o uso e a moralidade da clonagem de plantas, animais e possivelmente humanos.

Produzindo clones: vida vegetal - A natureza tem clonado organismos há bilhões de anos. Por exemplo, quando um pé de morango gera uma muda de micropropagação (uma forma de ramo modificado), uma nova planta cresce onde a muda se enraíza. Essa nova planta é um clone. Uma clonagem parecida ocorre com grama, batatas e cebolas.

Produzindo clones: reino animal -  As plantas não são os únicos organismos que podem ser clonados naturalmente. Os ovos não fertilizados de alguns animais (pequenos invertebrados, vermes, algumas espécies de peixe, lagartos e sapos) podem se desenvolver em adultos plenamente crescidos sob determinadas condições ambientais - normalmente algum tipo de estímulo químico. Este processo é chamado de partenogênese e a prole são clones das fêmeas que depositaram os ovos. Outro exemplo de clonagem natural são os gêmeos idênticos. Apesar de serem geneticamente diferentes dos pais, os gêmeos idênticos são clones entre si e que ocorrem naturalmente. Os cientistas já experimentaram com a clonagem animal, mas nunca foram capazes de estimular uma célula especializada (diferenciada) para produzir diretamente um novo organismo. Em vez disso, eles transplantam a informação genética de uma célula especializada em uma célula de óvulo não fertilizado cuja informação genética foi destruída ou removida fisicamente. Nos anos 70, um cientista chamado John Gurdon clonou girinos com sucesso. Ele transplantou o núcleo de uma célula especializada de um sapo (B) em um ovo não fertilizado de outro sapo (A) no qual o núcleo foi destruído por luz ultravioleta. O ovo com o núcleo transplantado se desenvolveu em um girino que era geneticamente idêntico ao sapo B.

Desejo escrever esse momento, dentro de uma linha de liberdade de pensar. E compartilhar a questão das interpretações em relação ao instituto biológico da clonagem.

Clonagem humana: aspectos jurídico, ético e teológico.

O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar uma lei que autoriza a clonagem de embriões de seres humanos, proibindo, contudo, a clonagem para fins reprodutivos. A permissão para clonar embriões, segundo os defensores da nova modalidade de manipulação genética, visaria à cura de doenças degenerativas graves, como o mal de Alzeimer, e à regeneração e substituição de células doentes. Desde a primeira experiência de clonagem com a ovelha Dolly, em 1997 [01], até a decisão do Parlamento inglês, que autorizou a clonagem de embriões humanos, a ciência tem despertado sentimentos de euforia, preocupação e até mesmo de fúria. A euforia se percebe em grande parte do meio científico. A ciência, ao mapear a genética, conseguiu o trunfo de possibilitar que doenças, geneticamente herdadas, pudessem ser evitadas, com a substituição das células degeneradas por outras sadias. A partir da clonagem de animais, o mundo assiste, como se não acreditasse, ao grande passo para a reprodução humana clonada. [02] Porém, ao lado da euforia, percebe-se, mesmo dentre os cientistas, a preocupação quanto à rápida utilização dos embriões humanos, sem uma pesquisa mais aprofundada da nova espécie de manipulação. Outros pensadores e filósofos invocam a bioética para discutir os efeitos éticos resultantes da clonagem humana: o clone é um ser com identidade própria? É portador de direitos e tem uma personalidade capaz de ser individualizado como ser humano na sociedade? A fúria advém de grupos religiosos e conservadores que encaram a clonagem humana como a destruição da vida e a inversão de valores espirituais e religiosos(Em 2000, no Brasil, a Embrapa fez a sua primeira experiência de clonagem animal, clonando, com sucesso, o bezerro Vitória;  m o jbonline.terra.com.br/papel/internacional; Segundo o Novo Dicionário Aurélio, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 3ª edição, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, p. 488, etimologicamente, a palavra clone advém da raiz grega "klón" e significa rebento, broto;   Cf.Maria Helena Diniz, O Estado atual do Biodireito, São Paulo: Saraiva, 2001, p. 421;  PEIXINHO, Manoel Messias. Clonagem humana: aspectos teológico, ético e jurídico. Jus Navigandi, Teresina, ano 16, n. 2815, 17 mar. 2011 . Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/1868982>. Acesso em: 4 mar. 2013)

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Questões bioéticas estão presentes nesse processo.

Visão genérica.

O que o povo pensa?

 

Muitos aspectos são propalados em relação aos valores das vantagens e desvantagens do processo de clonagem.

Vantagens da Clonagem: · No tratamento de doenças genéticas, cria-se um clone e retira-se as células necessárias para curar a doença(?);  No caso de um dos membros de um casal ser estéril pode-se recorrer à clonagem para criar um clone e assim o casal já terá um descendente(?); Pessoas que tenham acidentes podem ser submetidas a clonagem para retirar do clone o órgão necessário à cura da deficiência causada; Recuperação de espécies em extinção.

Desvantagens da Clonagem: · Grandes investimentos financeiros e de recursos humanos;  A clonagem humana iria criar grandes conflitos com algumas religiões;  A maior parte dos clones morre precocemente; · Na clonagem de mamíferos, a maior parte dos clones nascidos têm deformações, problemas de adaptação.

Auto questionamento aos pontos focados.

Em auto reflexoes podem fazer um auto questionamento nos tópicos apresentados. Pesquisando encontrei posições distintas das vantagens e desvantagens.

1º " No tratamento de doenças genéticas, cria-se um clone e retira-se as células necessárias para curar a doença" - se a pessoa tem uma doença genética, todas as suas células tem essa doença, logo o seu clone, como é mais que obvio, também vai ter a mesma doença genética... logo não vai ajudar em nada!! Será????

2º " No caso de um dos membros de um casal ser estéril pode-se recorrer à clonagem para criar um clone e assim o casal já terá um descendente" - ao criarmos um clone, como vai ele ser descendente?? Ele vai ser um clone da pessoa! mesmo que o embrião seja implantado no útero da mulher, não vai ser filho dela nem dele!! É um clone!!

3º "Pessoas que tenham acidentes podem ser submetidas a clonagem para retirar do clone o órgão necessário à cura da deficiência causada" - isto é impossivel por duas razoes, uma, ainda não é possivel clonagemm de mamiferos superiores, e depois, o clone, é um humano, logo tem direito a dar ou não parte de si, bem como nenhum medico no mundo tiraria um braço ou pulmao de outro humano (clone ou nao) assim só porque sim!

4º "Recuperação de espécies em extinção" - de todas as vantagens aqui ditas esta é a unica aceitavel, mas mesmo assim um pouco impraticavel porque iria reduzir drasticamente o pool genetico, isto é, a variabilidade genetica da especie.

5º "Grandes investimentos financeiros e de recursos humanos" e "A maior parte dos clones morre precocemente" estas estão certas, a clonagem ainda está longe de resultar devido a problemas do fuso acromatico e da manutenção dos telomeros.

6º "A clonagem humana iria criar grandes conflitos com algumas religiões" - serio?? então os ateus e agnosticos não iriam ter problemas com isso?? ...

7º " Na clonagem de mamíferos, a maior parte dos clones nascidos têm deformações, problemas de adaptação" - problemas de adaptação?? serio? ficam tristes por serem clones e suicidam-se?? E Para corrigir/completar, todos os clones tem deformaçoes, por isso a maior parte nem chega a nascer, ou melhor, grande parte das celulas clonadas nem desenvolve para embrião se quer!!

 

 

CONCLUSÃO

As indagações suscitadas sobre a clonagem humana ainda amadurecerão. A ciência não pára os seus experimentos com a clonagem humana e as discussões continuam gravitando em torno dos desafios científicos ou ético-religiosos, como se a ciência pudesse prosseguir a sua trajetória incólume aos desafios éticos.


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