2009 - REPUBLICAÇÃO
FACULDADE
INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA
LICENCIATURA
PLENA EM BIOLOGIA
CESAR
AUGUSTO VENANCIO DA SILVA
Prof. Dr. Rickardo Léo Ramos Gomes
Fórum 2 - Como funciona a clonagem e quais as
vantagens e desvantagens?
Dr. Panayiotis Zavos, um médico de fertilidade
norte-americano, revelou em 17 de janeiro de 2004 em uma conferência de
imprensa em Londres que ele havia transferido um embrião recém-clonado para uma
mulher de 35 anos de idade. Em 4 de fevereiro de 2004, verificou-se que a
tentativa não funcionou e que a mulher não havia engravidado. Severino Antinori
anunciou em 2006 ter feito em 2003 três clones humanos((Joshua Lederberg. (1966). Experimental Genetics
and Human Evolution. The American Naturalist 100, 915, pp. 519-531; Watson, James. "Moving Toward a Clonal
Man: Is This What We Want?" The Atlantic Monthly (1971); Lewis D. Eigen (2010). Scriptamus, Human
Clones May Be Among Us Now! Who Is Ready?;
"Human clone attempt fails", Daily Mail; "Human cloning
attempt has failed", BBC News, 4 February 2004; Agencia Estado (11/11/2006). Médico diz que
três clones humanos "vivem bem" na Europa; Lanza RP, Chung HY, Yoo JJ, et al.. (July
2002). "Generation of histocompatible tissues using nuclear
transplantation". Nat. Biotechnol. 20 (7): 689–96. DOI:10.1038/nbt703.
PMID 12089553).
Nações Unidas – Direito Internacional Público
- Em 14 de dezembro de 2001, a Assembléia Geral da ONU começou a elaborar uma
convenção internacional contra a clonagem reprodutiva dos seres humanos. Uma
ampla coalizão de países, incluindo Espanha, Itália, Filipinas, Estados Unidos,
Costa Rica e a Santa Sé, procurou estender o debate a proibição de todas as
formas de clonagem humana, pois na sua opinião, a clonagem terapêutica humana
viola a dignidade humana. Como não foi possível chegar a um consenso, em Março
de 2005, foi adotada a Declaração das Nações Unidas sobre a Clonagem Humana a
qual pedia pela proibição de todas as formas de clonagem humana, mas essa
declaração não é obrigatória aos países membros. http://www.un.org/law/cloning/
A Austrália havia proibido
a clonagem humana. Entretanto, em dezembro de 2006, um projeto de lei
legalizando a clonagem terapêutica e a criação de embriões humanos para
pesquisas com células-tronco foi aprovada pela Câmara dos Deputados. A clonagem
terapêutica agora é legal em algumas partes da Austrália, dentro de certos
limites e sujeito aos efeitos da legislação estadual(Prohibition of Human Cloning for Reproduction
Act 2002 National Health and Medical Research Council, 12 June 2007).
Clonagem humana é a criação de uma cópia
geneticamente idêntica de um ser humano. O termo é empregado para se referir à
clonagem humana artificial, sendo que ele não é empregado para se referir ao
nascimento de gêmeos idênticos, cultura de tecidos ou a cultura de células
humana. Existem dois tipos comumente discutidos da clonagem humana: a clonagem
terapêutica e a clonagem reprodutiva. A clonagem terapêutica envolve a clonagem
de células de um adulto para uso em medicina e é uma área ativa de pesquisa,
enquanto a clonagem reprodutiva implicaria fazer clones humanos. Clonagem
reprodutiva ainda não foi realizada e é ilegal em muitos países.
Por que clonar?
A principal razão de clonar plantas ou
animais é produzir em massa organismos com as qualidades desejadas, como uma
premiada orquídea ou um animal fruto de engenharia genética. As ovelhas, por
exemplo, foram alteradas geneticamente para produzir insulina humana. Se
tivéssemos de recorrer apenas à reprodução sexuada (cruzamento) para produzir
em massa esses animais, correríamos o risco de atenuar as características
desejadas porque a reprodução sexuada tem implicações de componentes genético.
Outras razões para a clonagem podem incluir a substituição de animais de
estimação perdidos ou falecidos e repopular espécies ameaçadas ou até extintas.
Independente da razão, as novas tecnologias de clonagem geraram muitos debates
éticos entre os cientistas, políticos e público em geral. Vários governos já
consideraram ou promulgaram leis para diminuir, limitar ou banir completamente
os experimentos com clonagem. É claro que a clonagem fará parte das nossas
vidas no futuro, mas os rumos dessa tecnologia ainda não foram determinados.
Dolly - Em 1997, a clonagem foi revolucionada
quando Ian Wilmut e seus colegas do Instituto Roslin em Edinburgo, Escócia,
clonaram com sucesso uma ovelha chamada Dolly. Dolly foi o primeiro mamífero
clonado. Wilmut e seus colegas transplantaram um núcleo de uma célula de
glândula mamária de uma ovelha Finn Dorsett no ovo desnucleado de uma ovelha
Blackface escocesa. A combinação núcleo-ovo foi estimulada com eletricidade
para fundi-los e estimular a divisão celular. A nova célula se dividiu e foi
colocada no útero de uma ovelha Blackface para se desenvolver. Dolly nasceu
meses depois. Dolly provou ser geneticamente idêntica às células mamárias Finn
Dorsett e não à ovelha Blackface, o que demonstrou claramente que era um clone
bem-sucedido (foram feitas 276 tentativas antes de dar certo o experimento).
Dolly depois disso cresceu e reproduziu várias proles próprias através de meios
sexuados normais. Portanto, a Dolly é um clone viável e saudável. Desde a Dolly, diversos laboratórios
universitários e empresas empregaram várias modificações da técnica de
transferência nuclear para produzir mamíferos clonados, inclusive vacas,
porcos, macacos, camundongos e Noé. Em 8 de janeiro de 2001, cientistas da
Advanced Cell Technology Inc. anunciaram o nascimento do clone de um animal, um
bezerro de gauro (um grande bovino selvagem da Índia e sudeste da Ásia) chamado
Noé. Apesar de Noé ter morrido de uma infecção não relacionada com o
procedimento, o experimento demonstrou que é possível salvar espécies ameaçadas
por meio da clonagem. Clonagem é o
processo de criar um organismo geneticamente idêntico por meios assexuados. Ela
tem sido usada por muitos anos para produzir plantas (até cultivar uma planta a
partir de um corte é um tipo de clonagem). clonagem animal tem sido objeto de
experimentos científicos por anos, mas atraiu pouca atenção até o nascimento do
primeiro mamífero clonado em 1997, uma ovelha chamada Dolly. Depois da Dolly,
vários cientistas clonaram outros animais, inclusive vacas e camundongos. O recente
sucesso da clonagem de animais gerou debates acirrados entre os cientistas,
políticos e o público em geral sobre o uso e a moralidade da clonagem de
plantas, animais e possivelmente humanos.
Produzindo clones: vida vegetal - A natureza
tem clonado organismos há bilhões de anos. Por exemplo, quando um pé de morango
gera uma muda de micropropagação (uma forma de ramo modificado), uma nova
planta cresce onde a muda se enraíza. Essa nova planta é um clone. Uma clonagem
parecida ocorre com grama, batatas e cebolas.
Produzindo clones: reino animal - As plantas não são os únicos organismos que
podem ser clonados naturalmente. Os ovos não fertilizados de alguns animais
(pequenos invertebrados, vermes, algumas espécies de peixe, lagartos e sapos)
podem se desenvolver em adultos plenamente crescidos sob determinadas condições
ambientais - normalmente algum tipo de estímulo químico. Este processo é
chamado de partenogênese e a prole são clones das fêmeas que depositaram os
ovos. Outro exemplo de clonagem natural são os gêmeos idênticos. Apesar de
serem geneticamente diferentes dos pais, os gêmeos idênticos são clones entre
si e que ocorrem naturalmente. Os cientistas já experimentaram com a clonagem
animal, mas nunca foram capazes de estimular uma célula especializada
(diferenciada) para produzir diretamente um novo organismo. Em vez disso, eles
transplantam a informação genética de uma célula especializada em uma célula de
óvulo não fertilizado cuja informação genética foi destruída ou removida
fisicamente. Nos anos 70, um cientista chamado John Gurdon clonou girinos com
sucesso. Ele transplantou o núcleo de uma célula especializada de um sapo (B)
em um ovo não fertilizado de outro sapo (A) no qual o núcleo foi destruído por
luz ultravioleta. O ovo com o núcleo transplantado se desenvolveu em um girino
que era geneticamente idêntico ao sapo B.
Desejo escrever esse momento, dentro de uma
linha de liberdade de pensar. E compartilhar a questão das interpretações em
relação ao instituto biológico da clonagem.
Clonagem humana: aspectos jurídico, ético e
teológico.
O
Reino Unido foi o primeiro país a aprovar uma lei que autoriza a clonagem de
embriões de seres humanos, proibindo, contudo, a clonagem para fins
reprodutivos. A permissão para clonar embriões, segundo os defensores da nova
modalidade de manipulação genética, visaria à cura de doenças degenerativas
graves, como o mal de Alzeimer, e à regeneração e substituição de células
doentes. Desde a primeira experiência de clonagem com a ovelha Dolly, em 1997 [01],
até a decisão do Parlamento inglês, que autorizou a clonagem de embriões
humanos, a ciência tem despertado sentimentos de euforia, preocupação e até
mesmo de fúria. A euforia se percebe em grande parte do meio científico. A
ciência, ao mapear a genética, conseguiu o trunfo de possibilitar que doenças,
geneticamente herdadas, pudessem ser evitadas, com a substituição das células
degeneradas por outras sadias. A partir da clonagem de animais, o mundo
assiste, como se não acreditasse, ao grande passo para a reprodução humana
clonada. [02] Porém, ao lado da euforia, percebe-se, mesmo
dentre os cientistas, a preocupação quanto à rápida utilização dos embriões
humanos, sem uma pesquisa mais aprofundada da nova espécie de manipulação.
Outros pensadores e filósofos invocam a bioética para discutir os efeitos
éticos resultantes da clonagem humana: o clone é um ser com identidade própria?
É portador de direitos e tem uma personalidade capaz de ser individualizado
como ser humano na sociedade? A fúria advém de grupos religiosos e
conservadores que encaram a clonagem humana como a destruição da vida e a
inversão de valores espirituais e religiosos(Em 2000, no Brasil, a Embrapa fez
a sua primeira experiência de clonagem animal, clonando, com sucesso, o bezerro
Vitória; m o jbonline.terra.com.br/papel/internacional;
Segundo o Novo Dicionário Aurélio, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 3ª edição,
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, p. 488, etimologicamente, a palavra clone
advém da raiz grega "klón" e significa rebento, broto; Cf.Maria Helena Diniz, O Estado atual do
Biodireito, São Paulo: Saraiva, 2001, p. 421; PEIXINHO, Manoel Messias. Clonagem humana: aspectos
teológico, ético e jurídico. Jus
Navigandi, Teresina, ano 16, n. 2815, 17 mar. 2011 . Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/1868982>. Acesso em: 4 mar. 2013)
.
Questões bioéticas estão presentes nesse
processo.
Visão genérica.
O que o povo pensa?
Muitos
aspectos são propalados em relação aos valores das vantagens e desvantagens do
processo de clonagem.
Vantagens
da Clonagem: · No tratamento de doenças genéticas, cria-se um clone e retira-se
as células necessárias para curar a doença(?);
No caso de um dos membros de um casal ser estéril pode-se recorrer à
clonagem para criar um clone e assim o casal já terá um descendente(?); Pessoas
que tenham acidentes podem ser submetidas a clonagem para retirar do clone o
órgão necessário à cura da deficiência causada; Recuperação de espécies em
extinção.
Desvantagens
da Clonagem: · Grandes investimentos financeiros e de recursos humanos; A clonagem humana iria criar grandes
conflitos com algumas religiões; A maior
parte dos clones morre precocemente; · Na clonagem de mamíferos, a maior parte
dos clones nascidos têm deformações, problemas de adaptação.
Auto questionamento aos pontos focados.
Em
auto reflexoes podem fazer um auto questionamento nos tópicos apresentados.
Pesquisando encontrei posições distintas das vantagens e desvantagens.
1º
" No tratamento de doenças genéticas, cria-se um clone e retira-se as
células necessárias para curar a doença" - se a pessoa tem uma doença
genética, todas as suas células tem essa doença, logo o seu clone, como é mais
que obvio, também vai ter a mesma doença genética... logo não vai ajudar em
nada!! Será????
2º
" No caso de um dos membros de um casal ser estéril pode-se recorrer à
clonagem para criar um clone e assim o casal já terá um descendente" - ao
criarmos um clone, como vai ele ser descendente?? Ele vai ser um clone da
pessoa! mesmo que o embrião seja implantado no útero da mulher, não vai ser
filho dela nem dele!! É um clone!!
3º
"Pessoas que tenham acidentes podem ser submetidas a clonagem para retirar
do clone o órgão necessário à cura da deficiência causada" - isto é
impossivel por duas razoes, uma, ainda não é possivel clonagemm de mamiferos
superiores, e depois, o clone, é um humano, logo tem direito a dar ou não parte
de si, bem como nenhum medico no mundo tiraria um braço ou pulmao de outro
humano (clone ou nao) assim só porque sim!
4º
"Recuperação de espécies em extinção" - de todas as vantagens aqui
ditas esta é a unica aceitavel, mas mesmo assim um pouco impraticavel porque
iria reduzir drasticamente o pool genetico, isto é, a variabilidade genetica da
especie.
5º
"Grandes investimentos financeiros e de recursos humanos" e "A
maior parte dos clones morre precocemente" estas estão certas, a clonagem
ainda está longe de resultar devido a problemas do fuso acromatico e da
manutenção dos telomeros.
6º
"A clonagem humana iria criar grandes conflitos com algumas
religiões" - serio?? então os ateus e agnosticos não iriam ter problemas
com isso?? ...
7º
" Na clonagem de mamíferos, a maior parte dos clones nascidos têm
deformações, problemas de adaptação" - problemas de adaptação?? serio?
ficam tristes por serem clones e suicidam-se?? E Para corrigir/completar, todos
os clones tem deformaçoes, por isso a maior parte nem chega a nascer, ou
melhor, grande parte das celulas clonadas nem desenvolve para embrião se quer!!
CONCLUSÃO
As
indagações suscitadas sobre a clonagem humana ainda amadurecerão. A ciência não
pára os seus experimentos com a clonagem humana e as discussões continuam
gravitando em torno dos desafios científicos ou ético-religiosos, como se a
ciência pudesse prosseguir a sua trajetória incólume aos desafios éticos.

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