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terça-feira, 14 de junho de 2022

Fórum 3 - Levando-se em consideração que o plantio da bananeira ocorre utilizando-se as \\"filhas\\" (brotação do caule subterrâneo desta frutífera) é possível afirmar que este vegetal nunca vai correr risco de extinção?

 

FACULDADE INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA

LICENCIATURA PLENA EM BIOLOGIA

CESAR AUGUSTO VENANCIO DA SILVA

Fórum   3 - Levando-se em   consideração que o plantio da bananeira ocorre utilizando-se as \\"filhas\\"   (brotação do caule subterrâneo desta frutífera) é possível afirmar que este   vegetal nunca vai correr risco de extinção?

 

Uma série de fungos agressivos vem colocando em alto risco o cultivo da fruta mais popular do mundo. Diante de doenças temidas, como sigatoka negra e mal do Panamá raça 4, agrônomos e bananicultores no Brasil, na América Latina e na Ásia estão buscando novas técnicas de manejo e de melhoramento, mas não descartam a possibilidade de que essas ameaças, no futuro, acabem tornando necessária uma reinvenção da cultura. O desafio é tema de capa da nova edição de Unesp Ciência, revista da Universidade Estadual Paulista.  E  a preocupação não é só no Brasil, cientistas da França alertaram que, caso não seja tomada uma medida radical e imediata, em cerca de 10 anos não teremos mais bananas. Os responsáveis por isso seriam dois fungos, Panama e Sigatoka preto, os mesmos que já atacaram as batatas. Entretanto, diferente das batatas e outras plantações que esses fungos já atacaram, nas bananas eles se modificam, tornando o combate extremamente difícil.  Quase todos os tipos de banana plantados hoje são clone naturalmente mutantes das bananas selvagens, descobertas pelos fazendeiros há cerca de 10.000 anos atrás. A rara mutação fez com que as bananas selvagens nascessem estéreis, sem sementes. Plantações comerciais de banana foram totalmente devastadas em 1950, quando a doença Panama gerou uma variante dominante, a Gros Michel, além de uma variante resistente, a Cavendish. Tudo só foi solucionado com quantidades massivas de fungicida.  Uma luz do túnel já pode ser vista, entretanto. Cientistas de Honduras descascaram e amassaram 400 toneladas de bananas para encontrar 15 sementes para plantar. Assim, criaram um novo tipo de banana resistente à fungos, que pode crescer organicamente. Portanto, se as bananas não desaparecerem dos supermercados por volta de 2013 (o estudo teve início em 2003), elas terão aparência e gosto diferentes.

"Pacoba" e "pacova" se originaram do termo tupi pa'kowa, que significa "folha de enrolar". Banana, pacoba ou pacova é uma pseudobaga da bananeira, uma planta herbácea vivaz acaule da família Musaceae (género Musa - além do género Ensete, que produz as chamadas "falsas bananas"). A banana é o quarto produto alimentar mais produzido no mundo, após arroz, trigo e milho. São cultivadas em 130 países. Originárias do sudeste da Ásia (com exceção da banana-da-terra, que é nativa do Brasil, são atualmente cultivadas em praticamente todas as regiões tropicais do planeta.   As pseudobagas formam-se em conjuntos (clusters) com até cerca de vinte bananas (cada conjunto é uma "penca"). Os cachos de bananas, pendentes na extremidade do falso caule da bananeira, podem ter 5 a 20 pencas e podem pesar de 30 a 50 kg. Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de matéria seca. Bananas são fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio.

Classificação científica.

Reino:      Plantae.

Divisão:   Magnoliophyta.

Classe:     Liliopsida.

Ordem:    Zingiberales.

Família:   Musaceae.

Género:    Musa.

Veja abaixo algumas sugestões de como se plantar banana:

Como plantar banana - Originária de clima tropical úmido, a banana necessita de temperatura que esteja entre 10ºC a 40ºC, bastante luminosidade (cerca de 1.000 e 2.000 horas de luz/ano) e pouco vento. Com condições favoráveis, a planta tem crescimento contínuo e rápido, com produção abundante. As raízes da bananeira penetram de 60 a 80 cm de profundidade e por isso preferem os solos ricos em matéria orgânica, argilo-sílico-humosos, ou mistos, muito drenados.  Solos encharcados e possíveis de inundações devem ser evitados. Antes da plantação, é aconselhável realizar a análise do solo para fazer a calagem (se houver necessidade). A época indicada para o plantio é no início da estação chuvosa, evitando-se os meses de baixa temperatura. O espaçamento entre as covas varia entre os cultivares de porte alto, médio e baixo: porte alto: 2,5 a 3 metros; 3 x 3 metros; 3 x 4 metros e 2,5 x 2,5 metros.porte médio: 2 x 2,5 metros; 2,2 x 2,2 metros; 2,5 x 2,5 metros e 2 x 2 metros.porte baixo: 2 x 2 metros; 2,2 x 2,2 metros e 2 x 2,5 metros.  Não possui sementes, então, propaga-se por rizoma, brotado ou não-brotado; ou ainda por mudas produzidas em laboratórios. Conforme seu desenvolvimento, o rizoma brotado recebe as seguintes denominações: Chifre: muda bem desenvolvida com 40 a 60 cm de altura; Chifrinho: tem cerca de 25 cm de altura; Chifrão: é a mais desenvolvida, com a primeira folha normal; Muda alta ou de replante: acima de um metro de altura.  O rizoma não-brotado pode ser inteiro, subdividido ao meio e subdividido em 4 partes. Quando subdividido, cada pedaço deve ter mínimo de 500 g. A escolha da muda é essencial, pois dela dependerá a qualidade do bananal.  A origem deve ser de bananal vigoroso, sadio e em franca produção. Não devem apresentar sintomas da doença "Mal-do-Panamá", ataque de nematóides e broca-da-bananeira.  A adubação antes do plantio é realizado por cova (50 ou 60 cm de comprimento, largura e profundidade) aplicando-se 10 litros de esterco de curral ou 2 kg de esterco de aves (ou ainda 1 kg de torta de mamona). Introduz a muda na cova e coberta com terra. As adubações anuais devem ser feitas de acordo com o resultado da análise do solo e da produtividade esperada.  O bananal, deve ser mantido limpo e livre de ervas daninhas, o desbaste.  O primeiro desbaste é realizado quatro meses após o plantio, deixando em cada touceira apenas a planta inicial e rebento que estiver saindo. Após mais quatro meses realiza-se o segundo desbaste, deixando as duas primeiras plantas e mais um rebento.  Novamente, após 40 dias, acontece outro desbaste, o terceiro, ficando 4 plantas na touceira. A colheita da banana muda conforme o cultivar, precocidade, clima, tratamento, solo e finalidade da produção. Entre as variedades precoces, em média, o ciclo entre o plantio e o florescimento é de aprox. 9 meses; e depois, mais 3 meses e meio até a colheita. A bananeira tem sido uma fonte de fibra para tecidos de alta qualidade. No Japão, o cultivo de banana para vestuário e uso doméstico remonta pelo menos ao século XIII. No sistema japonês, folhas e brotos são cortados a partir da planta periodicamente para garantir a suavidade. Brotos colhidos são cozidos em primeiro em soda cáustica para preparar fibras para fazer fios têxteis. Esses brotos de banana produzem fibras de diferentes graus de maciez, produzindo fios e tecidos com diferentes qualidades para usos específicos. Por exemplo, as fibras ultraperiféricas da brotos são mais rudes, sendo adequados para toalhas de mesa, enquanto as fibras mais suaves da parte interna são desejáveis para quimonos e hakamas. Este tradicional processo japonês de fazer roupas requer muitos passos, todos feitos à mão. No sistema nepalês, ao contrário, o tronco é colhido e pequenos pedaços são submetidos a um processo de amaciamento, extração de fibras mecânicas, branqueamento e secagem. A seguir, enviam-se as fibras para o Vale de Katmandu, para uso em tapetes de seda com textura semelhante. Esses tapetes de fibra de bananeira são tecidos a mão pelos tradicionais métodos mepaleses e suas vendas são certificadas(FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 244; FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 079;  Brasil Sabor: Umbigo de banana;  Saúde Integral: Umbigo da banana; MACHADO, J. L. A. Banana: a musa paradisíaca. A história de um alimento que se tornou ícone. Disponível emhttp://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1001. Acesso em 27 de fevereiro de 2013; Tabela de Composição Nutricional de Alimentos Utilizados na alimentação de primatas não humanos in Nutrient Requirements of Nonhuman Primates: Second Revised Edition (2003);  Traditional Crafts of Japan - Kijoka Banana Fiber Cloth. Association for the Promotion of Traditional Craft Industries. Página visitada em 21 de fevereiro de 2013; Bananas: do Plantio ao Amadurecimento. Porto Alegre: Cinco Continentes, 1998 (100p.); DENHAM, T., Haberle, S. G., LENTFER, C., FULLAGAR, R., FIELD, J., PORCH, N., THERIN, M., WINSBOROUGH, B., & GOLSON, J.. Multi-disciplinary Evidence for the Origins of Agriculture from 6950-6440 Cal BP at Kuk Swamp in the Highlands of New Guinea. [S.L.]: Science: 2003 (June); FAO. Bananas Commodity notes: Final results of the 2003 season. [S.L.]: [S.N.], 2004; FERRÃO, José; Bananeira, in "Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira da Cultura, Edição Século XXI", Volume IV, Editorial Verbo, Braga, Março de 1998; FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Positivo, 2010; LEATHWOOD, P.D. & Pollet, P.. Diet-induced mood changes in normal populations. : J. Psychiat., 1984 (Res. 17(2):147-154); MANICA, I. Fruticultura Tropical 4. Banana. Cinco Continentes Editora, 485p., 1997; Microsoft do Brasil. Enciclopédia Encarta 2008. São Paulo (SP, Brasil): Microsoft do Brasil, 2008; SAINIO, E.L., PULKKI, K. & YOUNG, S.N.. L-Tryptophan: Biochemical, nutritional and pharmacological aspects. [S.L.]: Amino Acids, (1996) 10:21-47;  SKIDMORE, T. & SMITH, P.. Modern Latin America. 5. ed.. New York: Oxford University Press, 2001; XIAO, R., BECK, O. & HJEMDAHL, P.. 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