FACULDADE
INTEGRADA DA GRANDE FORTALEZA
LICENCIATURA
PLENA EM BIOLOGIA
CESAR
AUGUSTO VENANCIO DA SILVA
Fórum 3 - Levando-se em consideração que o plantio da bananeira ocorre utilizando-se as \\"filhas\\" (brotação do caule subterrâneo desta frutífera) é possível afirmar que este vegetal nunca vai correr risco de extinção?
Uma série de fungos agressivos vem colocando
em alto risco o cultivo da fruta mais popular do mundo. Diante de doenças
temidas, como sigatoka negra e mal do Panamá raça 4, agrônomos e bananicultores
no Brasil, na América Latina e na Ásia estão buscando novas técnicas de manejo
e de melhoramento, mas não descartam a possibilidade de que essas ameaças, no
futuro, acabem tornando necessária uma reinvenção da cultura. O desafio é tema
de capa da nova edição de Unesp Ciência, revista da Universidade Estadual
Paulista. E a preocupação não é só no Brasil, cientistas
da França alertaram que, caso não seja tomada uma medida radical e imediata, em
cerca de 10 anos não teremos mais bananas. Os responsáveis por isso seriam dois
fungos, Panama e Sigatoka preto, os mesmos que já atacaram as batatas.
Entretanto, diferente das batatas e outras plantações que esses fungos já
atacaram, nas bananas eles se modificam, tornando o combate extremamente
difícil. Quase todos os tipos de banana
plantados hoje são clone naturalmente mutantes das bananas selvagens,
descobertas pelos fazendeiros há cerca de 10.000 anos atrás. A rara mutação fez
com que as bananas selvagens nascessem estéreis, sem sementes. Plantações
comerciais de banana foram totalmente devastadas em 1950, quando a doença
Panama gerou uma variante dominante, a Gros Michel, além de uma variante
resistente, a Cavendish. Tudo só foi solucionado com quantidades massivas de
fungicida. Uma luz do túnel já pode ser
vista, entretanto. Cientistas de Honduras descascaram e amassaram 400 toneladas
de bananas para encontrar 15 sementes para plantar. Assim, criaram um novo tipo
de banana resistente à fungos, que pode crescer organicamente. Portanto, se as
bananas não desaparecerem dos supermercados por volta de 2013 (o estudo teve
início em 2003), elas terão aparência e gosto diferentes.
"Pacoba" e "pacova" se
originaram do termo tupi pa'kowa, que significa "folha de enrolar". Banana,
pacoba ou pacova é uma pseudobaga da bananeira, uma planta herbácea vivaz
acaule da família Musaceae (género Musa - além do género Ensete, que produz as
chamadas "falsas bananas"). A banana é o quarto produto alimentar
mais produzido no mundo, após arroz, trigo e milho. São cultivadas em 130
países. Originárias do sudeste da Ásia (com exceção da banana-da-terra, que é
nativa do Brasil, são atualmente cultivadas em praticamente todas as regiões
tropicais do planeta. As pseudobagas
formam-se em conjuntos (clusters) com até cerca de vinte bananas (cada conjunto
é uma "penca"). Os cachos de bananas, pendentes na extremidade do
falso caule da bananeira, podem ter 5 a 20 pencas e podem pesar de 30 a 50 kg.
Cada banana pesa, em média, 125g, com uma composição de 75% de água e 25% de
matéria seca. Bananas são fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e
potássio.
Classificação
científica.
Reino: Plantae.
Divisão: Magnoliophyta.
Classe: Liliopsida.
Ordem: Zingiberales.
Família: Musaceae.
Género: Musa.
Veja
abaixo algumas sugestões de como se plantar banana:
Como
plantar banana - Originária de clima tropical úmido, a banana necessita de
temperatura que esteja entre 10ºC a 40ºC, bastante luminosidade (cerca de 1.000
e 2.000 horas de luz/ano) e pouco vento. Com condições favoráveis, a planta tem
crescimento contínuo e rápido, com produção abundante. As raízes da bananeira
penetram de 60 a 80 cm de profundidade e por isso preferem os solos ricos em
matéria orgânica, argilo-sílico-humosos, ou mistos, muito drenados. Solos encharcados e possíveis de inundações
devem ser evitados. Antes da plantação, é aconselhável realizar a análise do
solo para fazer a calagem (se houver necessidade). A época indicada para o
plantio é no início da estação chuvosa, evitando-se os meses de baixa
temperatura. O espaçamento entre as covas varia entre os cultivares de porte
alto, médio e baixo: porte alto: 2,5 a 3 metros; 3 x 3 metros; 3 x 4 metros e
2,5 x 2,5 metros.porte médio: 2 x 2,5 metros; 2,2 x 2,2 metros; 2,5 x 2,5
metros e 2 x 2 metros.porte baixo: 2 x 2 metros; 2,2 x 2,2 metros e 2 x 2,5
metros. Não possui sementes, então,
propaga-se por rizoma, brotado ou não-brotado; ou ainda por mudas produzidas em
laboratórios. Conforme seu desenvolvimento, o rizoma brotado recebe as
seguintes denominações: Chifre: muda bem desenvolvida com 40 a 60 cm de altura;
Chifrinho: tem cerca de 25 cm de altura; Chifrão: é a mais desenvolvida, com a
primeira folha normal; Muda alta ou de replante: acima de um metro de altura. O rizoma não-brotado pode ser inteiro,
subdividido ao meio e subdividido em 4 partes. Quando subdividido, cada pedaço
deve ter mínimo de 500 g. A escolha da muda é essencial, pois dela dependerá a
qualidade do bananal. A origem deve ser
de bananal vigoroso, sadio e em franca produção. Não devem apresentar sintomas
da doença "Mal-do-Panamá", ataque de nematóides e broca-da-bananeira.
A adubação antes do plantio é realizado
por cova (50 ou 60 cm de comprimento, largura e profundidade) aplicando-se 10
litros de esterco de curral ou 2 kg de esterco de aves (ou ainda 1 kg de torta
de mamona). Introduz a muda na cova e coberta com terra. As adubações anuais
devem ser feitas de acordo com o resultado da análise do solo e da
produtividade esperada. O bananal, deve
ser mantido limpo e livre de ervas daninhas, o desbaste. O primeiro desbaste é realizado quatro meses
após o plantio, deixando em cada touceira apenas a planta inicial e rebento que
estiver saindo. Após mais quatro meses realiza-se o segundo desbaste, deixando
as duas primeiras plantas e mais um rebento. Novamente, após 40 dias, acontece outro desbaste,
o terceiro, ficando 4 plantas na touceira. A colheita da banana muda conforme o
cultivar, precocidade, clima, tratamento, solo e finalidade da produção. Entre
as variedades precoces, em média, o ciclo entre o plantio e o florescimento é
de aprox. 9 meses; e depois, mais 3 meses e meio até a colheita. A bananeira
tem sido uma fonte de fibra para tecidos de alta qualidade. No Japão, o cultivo
de banana para vestuário e uso doméstico remonta pelo menos ao século XIII. No
sistema japonês, folhas e brotos são cortados a partir da planta periodicamente
para garantir a suavidade. Brotos colhidos são cozidos em primeiro em soda
cáustica para preparar fibras para fazer fios têxteis. Esses brotos de banana
produzem fibras de diferentes graus de maciez, produzindo fios e tecidos com
diferentes qualidades para usos específicos. Por exemplo, as fibras
ultraperiféricas da brotos são mais rudes, sendo adequados para toalhas de
mesa, enquanto as fibras mais suaves da parte interna são desejáveis para
quimonos e hakamas. Este tradicional processo japonês de fazer roupas requer
muitos passos, todos feitos à mão. No sistema nepalês, ao contrário, o tronco é
colhido e pequenos pedaços são submetidos a um processo de amaciamento,
extração de fibras mecânicas, branqueamento e secagem. A seguir, enviam-se as
fibras para o Vale de Katmandu, para uso em tapetes de seda com textura
semelhante. Esses tapetes de fibra de bananeira são tecidos a mão pelos
tradicionais métodos mepaleses e suas vendas são certificadas(FERREIRA, A. B. H.
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