Referência: PROFESSOR CÉSAR AUGUSTO VENÂNCIO DA SILVA (Fortaleza - Ceará). Centro de Ensino e Cultura UniversitÁria. UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ - PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU - CUSRSO DE ESPECIALIZAÇÃO PSICOPEDAGÓGIA INSTITUCIONAL E CLÍNICA - BASES NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM - NEUROPSICOLOGIA APLICADA AOS DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem.: : NEUROCIÊNCIA – DISCUSSÃO TEMÁTICA PRT ESTUDOS TEÓRICOS NEUROCIÊNCIA.. In: SILVA, Professor César Augusto Venâncio da. UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ - PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU - CUSRSO DE ESPECIALIZAÇÃO PSICOPEDAGÓGIA INSTITUCIONAL E CLÍNICA - BASES NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM - NEUROPSICOLOGIA APLICADA AOS DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem.: bases neuropsicológicas da aprendizagem - neuropsicologia aplicada aos distúrbios da aprendizagem: a neuropsicologia e a aprendizagem.. BASES NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM - NEUROPSICOLOGIA APLICADA AOS DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem.. Fortaleza: Editora On Line Cecu Inespec, 2008. Cap. 1. p. 1-31. (NEUROCIÊNCIA EDUCAÇÃO CONTINUADA). Disponível em: https://wwwensaioscesarvenancio.blogspot.com/2020/05/neurociencia-discussao-tematica-prt.html. Acesso em: 30 ago. 2008.
Citação com autor incluído no texto: Professor César Augusto Venâncio da Silva (2008)
Citação com autor não incluído no texto: (PROFESSOR CÉSAR AUGUSTO VENÂNCIO DA SILVA, 2008)
NEUROCIÊNCIA – DISCUSSÃO TEMÁTICA PRT 7.567.980 - 2020
ESTUDOS TEÓRICOS
NEUROCIÊNCIA.
O tratamento
farmacológico, associado ao atendimento psicopedagógico deve ser dirigido por
um psiquiatra ou neurologista, sendo indicado, por exemplo, em casos nos quais
as capacidades de atenção e concentração da criança encontram-se debilitadas.
(SILVA, 2008)
ATIVIDADE EM REVISÃO
REPÚBLICAÇÃO NESTA DATA
sábado, 2 de maio de 2020, às 10:07:06.
UNIVERSIDADE ESTADUAL
VALE DO ACARAÚ - PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU - CUSRSO DE ESPECIALIZAÇÃO
PSICOPEDAGÓGIA INSTITUCIONAL E CLÍNICA -
BASES NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM - NEUROPSICOLOGIA APLICADA AOS
DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem. Agosto – 2008. Fortaleza
– Ceará. SUMÁRIO. Resumo. Summary. Apresentação. Introdução. Referencial
teórico: DSM-IV e CID-10. Aprendizagem e saúde mental. Neuropsicologia e
inteligência. Avaliação neuropsicológica. Inteligência e demência. Psicopedagógia
e neuropsicologia aplicada aos distúrbios da aprendizagem. Transtornos da
Leitura. Transtornos da Matemática. Transtornos
da expressão escrita. Transtornos da Aprendizagem
(difusa). Fala, linguagem e ortografia. Condições neurológicas ou perturbação
sensorial. Deficiência de leitura para
faixa etária excedente. Síntese conceitual dos temas derivados: Apraxias.
Agnosias. Afasias. Dislexias. Agrafias. Amusias. Acalculia.
Conclusão. Bibliografia.
Palavras chaves. Neuropsicologia;
O cérebro; Operações neurofisiológicas; Aprendizagem. Palestra virtual de Neurociência;
Prova de Título de Especialista em Neurociência; DSM-IV; CID-10.
OBSERVAÇÃO: Elaboração
da Disciplina Virtual NEUROCIÊNCIA APLICADA A EDUCAÇÃO I.
CARGA HORÁRIA: 120
horas.
CARGA CRÉDITOS: 8(15
horas/aulas)
MODALIDADE DE ENSINO –
Ead.
CÓDIGO – DV.NAI7.789.220
– NEUROCIÊNCIA.
EDUCAÇÃO COMPLEMENTAR;
ATIVIDADES COMPLEMENTARES E EDUCAÇÃO CONTINUADA.
DIRECIONADO AO PROJETO:
OpenCourseWare(também identificado com a sigla OCW, conteúdos, gerados e compartilhado livremente para todos pela
internet. O movimento OCW foi liderado pelo próprio MIT em outubro de 2002 pelo
lançamento do MIT OpenCourseWare. A partir deste movimento do MIT, várias
outras universidades começaram a criar os seus próprios projetos OCW. Hoje já
existem mais de 200 universidades do mundo trabalhando neste novo conceito de
liberar o conhecimento gerado na academia para todos. Uma perfeita socialização
do conhecimento disponibilizando-o tanto para professores, alunos e autodidatas
do mundo todo. De acordo com o OCW Consorcium solicita que alguns requisitos
sejam seguidos, tais como: Não pode ter fins comerciais; Deve incluir uma
referência à instituição que o publica originalmente e, caso seja procedente, o
nome do autor do material; O material resultante do uso do OCW deve ser livre
para utilização por terceiros e ficará sujeito a estes mesmos requisitos).
CONTEÚDO GERADO E
DISTRIBUÍDO PELA ENTIDADE/PROJETO:
INESPEC E CECU.
THEORETICAL STUDIES
NEUROSCIENCE.
Pharmacological treatment, associated with psychopedagogical care, should be directed by a psychiatrist or neurologist, being indicated, for example, in cases in which the child's attention and concentration capacities are impaired.
(SILVA, 2008)
REVIEW ACTIVITY
REPUBLIC ON THIS DATE Saturday, May 2, 2020, at 10:07:06.
VALE DO ACARAÚ STATE UNIVERSITY - POST GRADUATION LATO SENSU - COST OF SPECIALIZATION INSTITUTIONAL AND CLINICAL PSYCHOPEDAGOGY - NEUROPSYCHOLOGICAL BASES OF LEARNING - NEUROPSYCHOLOGY APPLIED TO LEARNING DISTURBANCES: neuropsychology. August - 2008. Fortaleza - Ceará. SUMMARY. Summary. Summary. Presentation. Introduction. Theoretical framework: DSM-IV and ICD-10. Learning and mental health. Neuropsychology and intelligence. Neuropsychological assessment. Intelligence and dementia. Psychopedagogy and neuropsychology applied to learning disorders. Reading Disorders. Mathematical Disorders. Disorders of written expression. Learning Disorders (diffuse). Speech, language and spelling. Neurological conditions or sensory disturbance. Reading impairment for excess age group. Conceptual synthesis of the derived themes: Apraxias.
Agnosias. Aphasias. Dyslexias. Staples. Amusias. Acalculia.
Conclusion. Bibliography.
Keywords. Neuropsychology; The brain; Neurophysiological operations; Learning. Virtual lecture on Neuroscience; Proof of Title of Specialist in Neuroscience; DSM-IV; ICD-10.
OBSERVATION: Elaboration of the NEUROCIENCE Virtual Discipline APPLIED TO EDUCATION I.
HOURS: 120 hours.
LOAD CREDITS: 8 (15 hours / classes)
TEACHING MODE - Ead.
CODE - DV.NAI7.789.220 - NEUROSCIENCE.
COMPLEMENTARY EDUCATION; COMPLEMENTARY ACTIVITIES AND CONTINUING EDUCATION.
PROJECT-DIRECTED: OpenCourseWare (also identified with the acronym OCW, content, generated and freely shared by everyone over the internet. The OCW movement was led by MIT itself in October 2002 by the launch of MIT OpenCourseWare. From this MIT movement, several other universities started to create their own OCW projects. Today there are already more than 200 universities in the world working on this new concept of releasing the knowledge generated in the academy for everyone. According to the OCW Consorcium, it requests that certain requirements be followed, such as: It cannot be for commercial purposes; It must include a reference to the institution that originally published it and, if applicable, the name of the author of the material; resulting from the use of OCW must be free for use by third parties and will be subject to these same re wanted).
CONTENT GENERATED AND DISTRIBUTED BY THE ENTITY / PROJECT:
INESPEC AND CECU.
NEUROSCIENCE.
Pharmacological treatment, associated with psychopedagogical care, should be directed by a psychiatrist or neurologist, being indicated, for example, in cases in which the child's attention and concentration capacities are impaired.
(SILVA, 2008)
REVIEW ACTIVITY
REPUBLIC ON THIS DATE Saturday, May 2, 2020, at 10:07:06.
VALE DO ACARAÚ STATE UNIVERSITY - POST GRADUATION LATO SENSU - COST OF SPECIALIZATION INSTITUTIONAL AND CLINICAL PSYCHOPEDAGOGY - NEUROPSYCHOLOGICAL BASES OF LEARNING - NEUROPSYCHOLOGY APPLIED TO LEARNING DISTURBANCES: neuropsychology. August - 2008. Fortaleza - Ceará. SUMMARY. Summary. Summary. Presentation. Introduction. Theoretical framework: DSM-IV and ICD-10. Learning and mental health. Neuropsychology and intelligence. Neuropsychological assessment. Intelligence and dementia. Psychopedagogy and neuropsychology applied to learning disorders. Reading Disorders. Mathematical Disorders. Disorders of written expression. Learning Disorders (diffuse). Speech, language and spelling. Neurological conditions or sensory disturbance. Reading impairment for excess age group. Conceptual synthesis of the derived themes: Apraxias.
Agnosias. Aphasias. Dyslexias. Staples. Amusias. Acalculia.
Conclusion. Bibliography.
Keywords. Neuropsychology; The brain; Neurophysiological operations; Learning. Virtual lecture on Neuroscience; Proof of Title of Specialist in Neuroscience; DSM-IV; ICD-10.
OBSERVATION: Elaboration of the NEUROCIENCE Virtual Discipline APPLIED TO EDUCATION I.
HOURS: 120 hours.
LOAD CREDITS: 8 (15 hours / classes)
TEACHING MODE - Ead.
CODE - DV.NAI7.789.220 - NEUROSCIENCE.
COMPLEMENTARY EDUCATION; COMPLEMENTARY ACTIVITIES AND CONTINUING EDUCATION.
PROJECT-DIRECTED: OpenCourseWare (also identified with the acronym OCW, content, generated and freely shared by everyone over the internet. The OCW movement was led by MIT itself in October 2002 by the launch of MIT OpenCourseWare. From this MIT movement, several other universities started to create their own OCW projects. Today there are already more than 200 universities in the world working on this new concept of releasing the knowledge generated in the academy for everyone. According to the OCW Consorcium, it requests that certain requirements be followed, such as: It cannot be for commercial purposes; It must include a reference to the institution that originally published it and, if applicable, the name of the author of the material; resulting from the use of OCW must be free for use by third parties and will be subject to these same re wanted).
CONTENT GENERATED AND DISTRIBUTED BY THE ENTITY / PROJECT:
INESPEC AND CECU.
ESTUDIOS TEORICOS
NEUROCIENCIA
El tratamiento farmacológico, asociado con la asistencia psicopedagógica, debe ser dirigido por un psiquiatra o neurólogo, indicando, por ejemplo, en casos en que la capacidad de atención y concentración del niño se ve afectada.
(SILVA, 2008)
REVISIÓN DE ACTIVIDAD
REPÚBLICA EN ESTA FECHA Sábado 2 de mayo de 2020 a las 10:07:06.
UNIVERSIDAD ESTATAL VALE DO ACARAÚ - POST GRADUACIÓN LATO SENSU - COSTO DE ESPECIALIZACIÓN PSICOPEDAGOGÍA INSTITUCIONAL Y CLÍNICA - BASES NEUROPSICOLÓGICAS DEL APRENDIZAJE - NEUROPSICOLOGÍA APLICADA A LOS DISTURBIOS DE APRENDIZAJE: neuropsicología. Agosto - 2008. Fortaleza - Ceará. RESUMEN Resumen Resumen Presentación. Introducción Marco teórico: DSM-IV y ICD-10. Aprendizaje y salud mental. Neuropsicología e inteligencia. Evaluación neuropsicológica. Inteligencia y demencia. Psicopedagogía y neuropsicología aplicada a los trastornos del aprendizaje. Trastornos de lectura. Trastornos matemáticos. Trastornos de la expresión escrita. Trastornos del aprendizaje (difusos). Habla, lenguaje y ortografía. Condiciones neurológicas o alteraciones sensoriales. Deficiencia de lectura para el grupo de exceso de edad. Síntesis conceptual de los temas derivados: Apraxias.
Agnosias Afasias Dislexias Grapas Amusias Acalculia
Conclusión Bibliografía
Contraseñas. Neuropsicología; El cerebro Operaciones neurofisiológicas; Aprendizaje Conferencia virtual sobre neurociencia; Prueba de Título de Especialista en Neurociencia; DSM-IV; CIE-10.
OBSERVACIÓN: Elaboración de la disciplina virtual NEUROCIENCIA APLICADA A LA EDUCACIÓN I.
HORAS: 120 horas.
CRÉDITOS DE CARGA: 8 (15 horas / clases)
MODO DE ENSEÑANZA - Ead.
CÓDIGO - DV.NAI7.789.220 - NEUROCIENCIA.
EDUCACIÓN COMPLEMENTARIA; ACTIVIDADES COMPLEMENTARIAS Y EDUCACIÓN CONTINUA.
DIRIGIDO POR PROYECTO: OpenCourseWare (también identificado con el acrónimo OCW, contenido, generado y compartido libremente por todos a través de Internet. El movimiento OCW fue liderado por el propio MIT en octubre de 2002 con el lanzamiento de MIT OpenCourseWare. De este movimiento MIT, varios otras universidades han comenzado a crear sus propios proyectos OCW. Hoy ya hay más de 200 universidades en el mundo trabajando en este nuevo concepto de liberar el conocimiento generado en la academia para todos. Una socialización perfecta del conocimiento que lo pone a disposición de maestros, estudiantes y estudiantes autodidactas. De acuerdo con el Consorcio OCW, solicita que se cumplan ciertos requisitos, tales como: No puede tener fines comerciales; Debe incluir una referencia a la institución que lo publicó originalmente y, si corresponde, el nombre del autor del material; resultante del uso de OCW debe ser gratuito para el uso de terceros y estará sujeto a estos mismos re querido).
CONTENIDO GENERADO Y DISTRIBUIDO POR LA ENTIDAD / PROYECTO:
INESPEC Y CECU.
NEUROCIENCIA
El tratamiento farmacológico, asociado con la asistencia psicopedagógica, debe ser dirigido por un psiquiatra o neurólogo, indicando, por ejemplo, en casos en que la capacidad de atención y concentración del niño se ve afectada.
(SILVA, 2008)
REVISIÓN DE ACTIVIDAD
REPÚBLICA EN ESTA FECHA Sábado 2 de mayo de 2020 a las 10:07:06.
UNIVERSIDAD ESTATAL VALE DO ACARAÚ - POST GRADUACIÓN LATO SENSU - COSTO DE ESPECIALIZACIÓN PSICOPEDAGOGÍA INSTITUCIONAL Y CLÍNICA - BASES NEUROPSICOLÓGICAS DEL APRENDIZAJE - NEUROPSICOLOGÍA APLICADA A LOS DISTURBIOS DE APRENDIZAJE: neuropsicología. Agosto - 2008. Fortaleza - Ceará. RESUMEN Resumen Resumen Presentación. Introducción Marco teórico: DSM-IV y ICD-10. Aprendizaje y salud mental. Neuropsicología e inteligencia. Evaluación neuropsicológica. Inteligencia y demencia. Psicopedagogía y neuropsicología aplicada a los trastornos del aprendizaje. Trastornos de lectura. Trastornos matemáticos. Trastornos de la expresión escrita. Trastornos del aprendizaje (difusos). Habla, lenguaje y ortografía. Condiciones neurológicas o alteraciones sensoriales. Deficiencia de lectura para el grupo de exceso de edad. Síntesis conceptual de los temas derivados: Apraxias.
Agnosias Afasias Dislexias Grapas Amusias Acalculia
Conclusión Bibliografía
Contraseñas. Neuropsicología; El cerebro Operaciones neurofisiológicas; Aprendizaje Conferencia virtual sobre neurociencia; Prueba de Título de Especialista en Neurociencia; DSM-IV; CIE-10.
OBSERVACIÓN: Elaboración de la disciplina virtual NEUROCIENCIA APLICADA A LA EDUCACIÓN I.
HORAS: 120 horas.
CRÉDITOS DE CARGA: 8 (15 horas / clases)
MODO DE ENSEÑANZA - Ead.
CÓDIGO - DV.NAI7.789.220 - NEUROCIENCIA.
EDUCACIÓN COMPLEMENTARIA; ACTIVIDADES COMPLEMENTARIAS Y EDUCACIÓN CONTINUA.
DIRIGIDO POR PROYECTO: OpenCourseWare (también identificado con el acrónimo OCW, contenido, generado y compartido libremente por todos a través de Internet. El movimiento OCW fue liderado por el propio MIT en octubre de 2002 con el lanzamiento de MIT OpenCourseWare. De este movimiento MIT, varios otras universidades han comenzado a crear sus propios proyectos OCW. Hoy ya hay más de 200 universidades en el mundo trabajando en este nuevo concepto de liberar el conocimiento generado en la academia para todos. Una socialización perfecta del conocimiento que lo pone a disposición de maestros, estudiantes y estudiantes autodidactas. De acuerdo con el Consorcio OCW, solicita que se cumplan ciertos requisitos, tales como: No puede tener fines comerciales; Debe incluir una referencia a la institución que lo publicó originalmente y, si corresponde, el nombre del autor del material; resultante del uso de OCW debe ser gratuito para el uso de terceros y estará sujeto a estos mismos re querido).
CONTENIDO GENERADO Y DISTRIBUIDO POR LA ENTIDAD / PROYECTO:
INESPEC Y CECU.
UNIVERSIDADE
ESTADUAL VALE DO ACARAÚ
PÓS-GRADUAÇÃO
LATO SENSU
CUSRSO
DE ESPECIALIZAÇÃO PSICOPEDAGÓGIA INSTITUCIONAL E CLÍNICA
BASES
NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM
NEUROPSICOLOGIA
APLICADA AOS DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem.
Agosto
– 2008
Fortaleza
– Ceará
SUMÁRIO
Resumo..
Summary.
Apresentação.
ntrodução.
Referencial
teórico: DSM-IV e CID-10.
Aprendizagem
e saúde mental.
Neuropsicologia
e inteligência.
Avaliação
neuropsicológica.
Inteligência
e demência.
Psicopedagógia
e neuropsicologia aplicada aos distúrbios da aprendizagem.
Transtornos
da Leitura.
Transtornos
da Matemática.
Transtornos
da expressão escrita.
Transtornos
da Aprendizagem(difusa).
Fala,
linguagem e ortografia.
Condições
neurológica ou perturbação sensorial.
Deficiência
de leitura para faixa etária excedente.
Síntese
conceitual dos temas derivados: Apraxias.
Agnosias.
Afasias.
Dislexias.
Agrafias.
Amusias.
Acalculia.
Conclusão.
Bibliografia.
Resumo.
A
Neuropsicologia é um ramo da ciência cujo objetivo específico e peculiar é a
investigação do papel de sistemas cerebrais individuais em formas complexas de
atividade mental. O cérebro é estudado como um conjunto funcional capaz de
receber, armazenar, programar, planificar, decidir, realizar e auto-regular
funções distribuídas pelas unidades funcionais. Portanto, a aprendizagem é uma
função do cérebro... É uma resultante de complexas operações neurofisiológicas
e, que neste processo investigativo das funções cognitivas, a neuropsicologia
vem corroborar e esclarecer o como e onde se processa a aprendizagem.
Summary.
The Neuropsychology is a branch of science whose goal
is the specific and unique research on the role of individual brain systems in
complex forms of mental activity. The brain is studied as a functional set
capable of receiving, storing, plan, plan, decide, implement and
self-regulating functions distributed among functional units. Therefore,
learning is a function of the brain ... is a result of complex operations
neurofisiológicas and, in this investigative process of cognitive functions,
the neuropsychology has the support and clarify how and where the learning
takes place.
Introdução.
Este
artigo está sendo adaptado para a palestra virtual de “Neurociência” em face da
conclusão, prova de Título de Especialista em Neurociência a ser finalizada
junto a UNIFAVENI, 2020.
Referencial
teórico: DSM-IV e CID-10. O presente trabalho foi apresentado dentro do
contexto da formação de especialista em Psicopedagogia Clínica, se caracteriza
por um discurso em torno da teoria do texto descritivo apresentado, e têm como
referencial teórico: DSM-IV e CID-10. DSM-IV - Manual de Diagnóstico e
Estatístico das Perturbações Mentais.
Neste ano de 2020 já está em curso desde maio de 2015 o DSM-V e estamos
entrando no CID 2020.
O
Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais é uma publicação
da American Psychiatric Association, Washington D.C., sendo a sua 4ª edição
conhecida pela designação “DSM-IV”. Este
manual fornece critérios de diagnóstico para a generalidade das perturbações
mentais, incluindo componentes descritivas, de diagnóstico e de tratamento,
constituindo um instrumento de trabalho de referência para os profissionais da
saúde mental.
Desde
a publicação original da DSM-IV em 1994, observaram-se já muitos avanços no
conhecimento das perturbações mentais e das doenças do foro psiquiátrico. Neste
sentido, existem já várias publicações que incorporam os resultados das
investigações mais recentes, com destaque para a DSM-IV-TR. Para mais
informações visite o website da American Psychiatric Publishing, Inc. (APPI).
CID-10
– Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados
com a Saúde
A
10ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças adoptou a denominação
"Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas
Relacionados à Saúde" sendo, na prática conhecida por "CID-10". Esta Classificação foi aprovada pela
Conferência Internacional para a 10ª Revisão da Classificação Internacional de
Doenças, convocada pela Organização Mundial de Saúde, realizada em Genebra no
ano de 1989, tendo a CID-10 entrado em vigor apenas a 1 de Janeiro de 1993, após
a necessária preparação de material de orientação e formação. A sua
implementação em Portugal ocorreu antes do ano 2000, sendo já utilizada nas
estatísticas oficiais De saúde. O copyright da CID-10 pertence à Organização
Mundial de Saúde - OMS.
O
que é a CID na versão original.
International Classification of Diseases (ICD)
ICD-10 was endorsed by the Forty-third World Health
Assembly in May 1990 and came into use in WHO Member States as from 1994. The
classification is the latest in a series which has its origins in the 1850s.
The first edition, known as the International List of Causes of Death, was
adopted by the International Statistical Institute in 1893. WHO took over the
responsibility for the ICD at its creation in 1948 when the Sixth Revision,
which included causes of morbidity for the first time, was published.
The ICD has become the international standard
diagnostic classification for all general epidemiological and many health
management purposes. These include the analysis of the general health situation
of population groups and monitoring of the incidence and prevalence of diseases
and other health problems in relation to other variables such as the
characteristics and circumstances of the individuals affected.
It is used to classify diseases and other health
problems recorded on many types of health and vital records including death
certificates and hospital records. In addition to enabling the storage and
retrieval of diagnostic information for clinical and epidemiological purposes,
these records also provide the basis for the compilation of national mortality
and morbidity statistics by WHO Member States.
- History of ICD [pdf, 148kb] [pdf 152kb]
- Implementation of ICD
- Updating process
ICD-10 ONLINE
- Current version
- Other versions
- ICD-10 2nd Edition Volume 2 Instruction Manual [pdf
1.09Mb]
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- International Classification of Diseases for Oncology,
3rd Edition (ICD-O-3)
- International Classification of External Causes of
Injury (ICECI)
- International Classification of Primary Care, Second
edition (ICPC-2)
HISTORY OF UPDATES
ICD-10 Updates
Language Versions
ICD-10 is available in the six official languages of
WHO (Arabic, Chinese, English, French, Russian and Spanish) as well as in 36
other languges.
ICD Language Versions [pdf 84kb]
PUBLIC HEALTH INFORMATICS KEY INFORMANT SURVEY
The survey has started.
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WHO revises the ICD
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Topic Advisory Groups
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ICD-10 ONLINE
Current Version (2007)
Other materials
ICF ONLINE
International Classification of Functioning,
Disability and Health
Online version
HISTORY OF UPDATES
ICD-10 Updates
ICD-O-3
Updates
Versão:
Classificação
Internacional de Doenças (CID) CID-10 foi aprovado pelo Quarenta a Assembléia
Mundial da Saúde em maio de 1990 e entrou em uso nos Estados-Membros OMS, a
partir de 1994. A classificação é o último de uma série que tem suas origens na
década de 1850. A primeira edição, conhecida como a Lista Internacional de
Causas de Morte, foi aprovado pelo Instituto Estatístico Internacional em 1893.
OMS assumiu a responsabilidade pelo CID, na sua criação, em 1948, quando a
Sexta Revisão, que incluiu causas de morbilidade, pela primeira vez, foi
publicada. O CID tornou-se o padrão
internacional de diagnóstico classificação geral para todos os epidemiológica e
de gestão da saúde, muitos efeitos. Estas incluem a análise da situação geral
da saúde da população e de grupos de acompanhamento a incidência e prevalência
de doenças e outros problemas de saúde em relação a outras variáveis, tais como
as características e circunstâncias dos indivíduos afetados. Ele é usado para classificar doenças e outros
problemas de saúde registados em muitos tipos de saúde e de registros vitais
incluindo a morte de certificados e de registros hospitalares. Além de permitir
o armazenamento e recuperação de informações de diagnóstico para fins clínicos
e epidemiológicos, esses registros também fornecer a base para a elaboração dos
planos nacionais de mortalidade e morbilidade estatísticas da OMS os
Estados-Membros.
História
da CID [pdf, 148kb] [PDF 152kb]
Implementação
do CID
Atualizando
processo
CID-10
ONLINE
A
versão atual
Outras
versões
CID-10
2 ª edição Volume 2 Instrução Manual [pdf 1.09Mb]
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CID
ADAPTAÇÕES
Classificação
Internacional de Doenças para Oncologia, 3 ª Edição (CID-O-3)
Classificação
Internacional de causas externas das lesões (ICECI)
Classificação
Internacional de Cuidados Primários, segunda edição (ICPC-2)
Histórico
de atualizações
CID-10
Atualizações
Versões
linguísticas
CID-10
está disponível nas seis línguas oficiais da OMS (árabe, chinês, Inglês,
francês, russo e espanhol), bem como em 36 outros languges.
CID
versões linguísticas [pdf 84kb]
Saúde
pública informática chave informante vistoria
A
pesquisa foi iniciada.
Capítulo
II
Aprendizagem
e saúde mental
Capítulo
III
Neuropsicologia
e inteligência
Capítulo
IV
Avaliação
neuropsicológica
Capítulo
V
Inteligência
e demência
Capítulo VI
Psicopedagógia
e neuropsicologia aplicada aos distúrbios da aprendizagem
Transtornos
da aprendizagem: conceito, quadro clínico e avaliação DIAGNÓSTICA na visão da
Psiquiatria Infantil.
Histórico
do conceito:
As
observações iniciais sobre as anormalidades da leitura e escrita, datam de
1887, quando Berlin, médico oftalmologista alemão, descreveu em adultos
lesionados, o termo “dislexia” (Cypel, 1994).
Em 1925, Samuel T. Orton reuniu 65 crianças com várias dificuldades de
leitura, escrita e soletração, e atribuiu a isto o fato da maioria ser de
canhotos, ambidestros ou apresentarem lateralidade cruzada (Cypel, 1994). Na
mesma época, Dupré descreveu um grupo de crianças que apresentavam dificuldades
no aprendizado escolar, cujo comportamento caracterizava-se pela inquietude,
curta fixação da atenção e atitude desajeitada (Dupré, 1925). Em 1947, o tema é
retomado por Strauss e Lethinen, que se referem a estas crianças como
portadoras de “lesão cerebral mínima”, termo largamente utilizado porém sem
maiores comprovações através de exames que demonstrassem estas “lesões”. Em
1962, em Oxford, Inglaterra, o termo “lesão” foi substituído por “disfunção
cerebral mínima”. A partir de então surgiram várias publicações sobre esta “disfunção”,
cuja principal manifestação era a dificuldade escolar, fazendo com que estes
dois conceitos tivessem o mesmo significado (Cypel, 1994). Esta “disfunção” nunca foi devidamente
caracterizada, e outros fatores que influenciam no aprendizado escolar
começaram a ser notados e melhor estudados, levando este termo ao desuso. O termo “dislexia” é amplamente utilizado na
denominação das anormalidades do desenvolvimento das habilidades escolares,
principalmente leitura e escrita, e cuja definição é imprecisa( Stanovich,
1994). O conceito de “dificuldade de aprendizagem” passou por várias etapas, no
entanto ainda hoje não há um consenso sobre sua definição. Hammill (1990)
publicou uma síntese da sucessão histórica desses conceitos, fulcrado em uma
literatura anglófona. A primeira definição de que se tem relato é a proposta
por Kirk, apresentada em 1963, afirmando que “Uma dificuldade de aprendizagem
refere-se a um retardamento, transtorno, ou desenvolvimento lento em um ou mais
processos da fala, linguagem, leitura, escrita, aritmética ou outras áreas
escolares, resultantes de um handicap causado por uma possível disfunção
cerebral e/ou alteração emocional ou de conduta. Não é o resultado de
retardamento mental, de privação sensorial ou fatores culturais e instrucionais.”
Esta definição foi reestudada e reapresentada mais tarde no National Advisory
Committee on Handicapped Children (1968) e na United States Office of Education
(1977). Garcia,1998, com base na
definição do “National Joint Committee on Learning Disabilities” de 1988,
define dificuldade de aprendizagem como um termo geral que se refere a um grupo
heterogêneo de transtornos que se manifestam por dificuldades significativas na
aquisição e uso da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades
matemáticas. Esses transtornos são intrínsecos ao indivíduo, supondo-se à
disfunção do sistema nervoso central, e podem ocorrer ao longo do ciclo vital.
Podem existir junto com as dificuldades de aprendizagem, problemas nas condutas
de auto-regulação, percepção e interação social, mas que não constituem, por si
próprias, uma dificuldade de aprendizagem. Ainda que estas possam ocorrer
concomitante com outras condições incapacitantes (por exemplo: deficiência
sensorial, retardo mental, transtornos emocionais graves) ou por influências
extrínsecas (diferenças culturais, instrução inapropriada ou insuficiente) não
são o resultado dessas condições ou influências. A Organização Mundial de Saúde na
Classificação Internacional de Doenças CID-10 (WHO, 1992), denomina de
transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares - F81, e
os coloca no bloco dos Transtornos do desenvolvimento psicológico - F80. A Associação Americana de Psiquiatria, no seu
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), apresenta
definições também descritivas, no sentido de que não propõe causas nem teorias
na base destas definições. Até o
DSM-III-R (APA, 1989), os transtornos da aprendizagem eram denominados como Transtornos
das Habilidades Escolares e estavam relacionados sob o diagnóstico do Eixo II
de transtornos específicos do desenvolvimento. No DSM-IV (APA, 1995), estão
numa seção separada, a dos Transtornos Geralmente Diagnosticados pela Primeira
Vez na Infância ou Adolescência. A
definição destes transtornos, conforme o DSM-IV (APA, 1995) é: “um
funcionamento acadêmico substancialmente abaixo do esperado, tendo em vista a
idade cronológica, medidas de inteligência e educação apropriadas à idade.” A
estes transtornos incluem-se transtornos de leitura, transtorno da matemática,
transtorno da expressão escrita e transtorno da aprendizagem sem outra
especificação. Essas inabilidades não se
devem a transtornos físicos ou neurológicos demonstráveis ou a um transtorno
global do desenvolvimento, ou a um retardo mental. Atualmente acredita-se que
estes transtornos têm origem em anormalidades do processo cognitivo, derivadas,
em grande parte, de algum tipo de disfunção biológica ainda não testadas e
comprovadas através dos métodos convencionais de análise laboratorial e de
imagem do sistema nervoso central. Como
em outros transtornos do desenvolvimento, essas condições são substancialmente
mais comuns em meninos do que em meninas, numa razão que varia de 3:1 a 5:1
(Lewis, 1995; Ackerman et al., 1983; Finucci e Childs, 1981; Rutter et al.,
1976).
1.2-
Critérios Diagnósticos:
A
definição dos critérios para o diagnóstico dos transtornos da aprendizagem
esbarra na dificuldade conceitual e na grande variedade de denominações
sinônimas. A definição proposta por Garcia,1998, por exemplo , fala de
“dificuldade de aprendizagem” e “transtornos da aprendizagem” como a mesma
entidade. Sabe-se empiricamente que a “dificuldade” aparece em várias situações
intrínsecas ao indivíduos e relacionadas ao ambiente externo, conforme
representado graficamente na figura 1. E por definição os transtornos da
aprendizagem não podem ser explicados por estas condições.
Figura
1- Fluxograma de avaliação da dificuldade de aprendizagem (Ostrander, 1993)
De
acordo com a CID-10 (WHO, 1992) encontramos outros cinco tipos de dificuldades
para este diagnóstico. Primeiro, há necessidade de diferenciar os transtornos
das variações normais durante o processo escolar. Segundo, há necessidade de
considerar o curso do desenvolvimento, considerando gravidade e mudança no
padrão. Terceiro, a dificuldade de se estabelecer o que é ensinado e aprendido.
As habilidades de uma criança dependem das circunstâncias familiares e
escolares, bem como das características pessoais. Quarto, a dificuldade de
diferenciar, em uma criança, anormalidades do processo cognitivo que causam dificuldades
de leitura daquelas que derivam ou estão associadas à pobreza das habilidades
de leitura. Lembrando que transtornos de leitura podem ser decorrentes de mais
de um tipo de anormalidade cognitiva. Quinto, há incertezas sobre a melhor
forma de subdividir os transtornos específicos do desenvolvimento das
habilidades escolares. As
características de cada país em relação ao ensino formal variam, sendo este
mais um fator complicador para se estabelecer definições operacionais de
transtornos de habilidades escolares, com validade internacional. O diagnóstico dos transtornos da
aprendizagem é descritivo e feito quando os resultados de testes padronizados
(Wisc, Bender etc.), aplicados individualmente, para leitura, matemática ou
expressão escrita, são significativamente abaixo do esperado para a idade,
escolarização e nível de inteligência, conforme DSM-IV (APA, 1995). Transtorno da Leitura: caracteriza-se por um
comprometimento do reconhecimento de palavras, leitura fraca e inexata, e baixa
compreensão da leitura na ausência de déficits de inteligência ou de memória
significativa (Kaplan, 1997). O termo
dislexia, amplamente usado no passado para transtorno de leitura, está em
desuso, pois este transtorno é freqüentemente acompanhado por deficiências em outras
aptidões acadêmicas, sendo mais adequado usar termos mais gerais como
transtorno de aprendizagem (Kaplan, 1997).
De acordo com DSM-IV (APA, 1995), transtorno de leitura consiste em um
rendimento da leitura substancialmente inferior ao esperado para idade
cronológica, inteligência medida e escolaridade, sendo este o primeiro critério
diagnóstico para este transtorno. O segundo é que a perturbação da leitura
interfere significativamente no rendimento escolar ou nas atividades na vida
diária que exigem leitura. E o terceiro critério é, na presença de um déficit
sensorial, as dificuldades de leitura excedem aquelas geralmente a estes
associadas. Conforme a CID-10 (WHO,
1992), as crianças com transtornos específicos de leitura, com freqüência, têm
história de comprometimento da fala, linguagem e ortografia.
Estudos
epidemiológicos estimam 2 a 8% de crianças na idade escolar, nos Estados Unidos
tenham transtorno de leitura (Kaplan, 1997).
Este transtorno provavelmente tem etiologia multifatorial; várias causas
são inferidas, a partir de estudos realizados nos países desenvolvidos. Pode
ser uma manifestação de atraso evolutivo ou maturativo. Um transtorno de
leitura severo pode estar associado a problemas psiquiátricos, podendo resultar
destes ou ser a causa de transtornos emocionais e comportamentais (Silver,
1995). O transtorno de leitura, em geral
torna-se notável aos 7 anos, durante a primeira série, podendo ser evidente
antes ou depois, até os 9 anos. As
crianças com este transtorno cometem muitos erros de leitura oral. Esta se
caracteriza por omissões, adições e distorções de palavras. Essas crianças têm
dificuldade para distinguir os caracteres e os tamanhos de letras impressas,
especialmente as que diferem apenas na orientação espacial e no comprimento do
traço (Shephered et al., 1989). O ritmo
de leitura é lento, freqüentemente com compreensão mínima, e soletrar é quase
sempre muito ruim. A maioria das
crianças, com este transtorno, não gosta de ler , escrever e evita fazê-lo,
demonstrando grande ansiedade quando chamadas à leitura. Transtorno da
Matemática: consiste essencialmente numa deficiência na execução das
habilidades aritméticas esperadas para a aptidão intelectual e nível
educacional do indivíduo (Kaplan, 1997). Essas habilidades são medidas por
testes padronizados aplicados individualmente, e as dificuldades excedem os
prejuízos associados a quaisquer déficits neurológicos ou sensoriais
existentes. O transtorno da matemática,
ou discalculia, só foi considerado transtorno psiquiátrico a partir de 1980,
com a terceira edição do Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos
Mentais (DSM-III). A partir do DSM-IV (APA, 1995), o transtorno de matemática
faz parte dos transtornos da aprendizagem. Os critérios diagnósticos para este
transtorno são muito parecidos com os critérios usados para o transtorno de
leitura, acima descrita, conforme o DSM-IV (APA, 1995). Foram identificados
quatro grupos de habilidades comprometidas neste transtorno: habilidades
lingüísticas, aquelas relacionadas ao entendimento dos termos matemáticos;
habilidades perceptivas, capacidade de reconhecer e compreender símbolos;
habilidades matemáticas, conhecimento das quatro operações; e habilidades de
atenção, cópia e observação correta de símbolos operacionais. Dentre o grupo de crianças em idade escolar ,
que não apresentam retardo mental , cerca de 6% apresentam o transtorno da
aprendizagem. A etiologia é desconhecida, provavelmente multifatorial. Pode-se
detectar este problema já por volta da segunda ou terceira série, e alguns
pesquisadores subdividem este transtorno em subcategorias (Kaplan, 1997). O
transtorno de matemática freqüentemente coexiste com outros transtornos
específicos do desenvolvimento, problemas de ortografia, déficits de memória ou
atenção e problemas emocionais e comportamentais podem estar presentes. Não há
uma relação evidente entre os transtornos de linguagem e o transtorno de
matemática, mas essas condições coexistem (Silver, 1995). Transtorno da
Expressão Escrita: baseia-se num desempenho consistentemente fraco do indivíduo
na composição de textos (Kaplan, 1997). O desempenho na escrita é muito
inferior ao esperado para a aptidão intelectual e escolaridade. É também
chamado de disgrafia. As crianças apresentam muito cedo as inaptidões para grafia
na escola. Tanto as frases faladas como escritas apresentam um grande número de
erros gramaticais, e de organização de parágrafos. À medida que crescem
apresentam frases cada vez mais curtas, primitivas e irregulares, incompatíveis
com o avanço da escolaridade (Kaplan, 1997).
Nota-se nessas crianças um progressivo desinteresse para freqüentar a
escola e para fazer as tarefas, culminando por vezes em transtornos de conduta.
Adultos que não receberam intervenção reparadora sofrem na adaptação social, bem
como de um desconfortável senso de incompetência, inferioridade e afastamento
(Silver, 1995). Transtorno da
Aprendizagem Sem Outra Especificação: esta é uma nova categoria do DSM-IV (APA,
1995) para transtornos que não reúnem os critérios para qualquer transtorno de
aprendizagem específico, mas que causam comprometimento e refletem aptidões
abaixo das esperadas para a inteligência, escolaridade e idade do indivíduo.
Podem incluir problemas nas três áreas: leitura, matemática e expressão
escrita. Interferem significativamente no rendimento escolar, embora o
desempenho nos testes que medem cada habilidade isoladamente não esteja
acentuadamente abaixo do nível esperado, como dito acima. Aos critérios do
DSM-IV (APA, 1995) somam-se outros descritos alguns autores que ampliam a
definição destes transtornos. Enumeramos a seguir alguns critérios que devem
ser caracterizados para o diagnóstico dos transtornos de leitura, escrita e
cálculo. Os critérios de diagnóstico do DSM-IV (APA, 1995) são muito
abrangentes e pouco descritivos. Encontramos na literatura especializada,
critérios mais específicos que caracterizam melhor os transtornos da leitura ,
da matemática e da escrita. Abaixo temos os critérios de diagnóstico para os
transtornos da leitura (Sacristan, 1995):
•
dificuldade para diferenciar as letras;
•
dificuldade para unir letras e sílabas;
•
inversão de letras e sílabas;
•
substituição de letras e sílabas;
•
supressão ou adição de letras;
•
leitura oral lenta, sem pontuação;
•
falta de compreensão do que é lido.
As
dificuldades de escrita são divididas em três categorias: transtornos
gramaticais, fonológicos e visoespaciais (Garcia, 1998). As dificuldades de
cálculo são definidas a partir do não cumprimento dos requisitos esperados para
idade e condição maturacional. Estes requisitos têm como base à teoria de
evolução de Piaget (Garcia, 1998) que para crianças de 3 a 6 anos espera-se:
-
capacidade para compreender igual e diferente, ordenar objetos pelo tamanho,
cor e forma, classificar objetos por suas características; compreender
conceitos de longo, curto, pequeno e grande;
-
fazer a correspondência de 1 a 1; usar objetos para soma simples;
-
contar até 10; nomear formas e figuras complexas.
Entre
6 e 12 anos a criança deve;
-
agrupar objetos de 10 em 10; dizer as horas, reconhecer dinheiro, medir
objetos, medir volume,
-
somar e subtrair, resolver problemas simples mentalmente
-
contar a cada 2,5 e 10, julgar lapsos de tempo, estimar soluções.
O
diagnóstico dos transtornos da aprendizagem apresenta um desafio para o
clínico, principalmente quando necessário diferencia-los de outros que acometem
a infância.
Avaliação diagnóstica:
O
diagnóstico dos transtornos específicos da aprendizagem é geralmente feito
quando a criança está na escola, pois estes não se tornam evidentes até o
momento em que não existe demanda do trabalho acadêmico. A entrada na escola,
nos países ocidentais se dá por volta dos sete anos (Selikowitz, 1998).
Crianças na fase pré escolar podem apresentar extensa variação em suas habilidades
e potencial cognitivo e não devem ser consideradas portadoras dos transtornos
específicos da aprendizagem, uma vez que os testes padronizados para esta fase
do desenvolvimento não são bons previsores de habilidades futuras (Selikowitz,
1998; Batshaw el al, 1997). A avaliação
deve ser multidisciplinar, considerando todos os aspectos intrínsecos e
extrínsecos ao sujeito (figura 1). Deve contar com profissionais médicos
generalistas (pediatra), especialistas (neurologistas, psiquiatras da
infância), psicólogos, pedagogos, educadores, fonoaudiólogos, especialistas em
linguagem dentre outros. Todos os profissionais dentro de suas habilidades
técnicas, devem avaliar o sujeito em seu momento do desenvolvimento
neuropsicomotor, emocional e social, devem buscar causas, patologias e/ou
comorbidades. O sucesso da intervenção/reabilitação está intimamente ligado ao
diagnóstico correto e completo do sujeito com dificuldade para aprender. A
idade do aparecimento dos sintomas dos transtornos específicos da aprendizagem
está ligada ao potencial cognitivo, inteligência do indivíduo, quadros
associados, como transtornos hipercinéticos, baixa auto estima, distúrbios de
conduta, que podem mascar a dificuldade específica. Crianças com inteligência
preservada podem desenvolver mecanismos compensatórios e ocultar suas
dificuldades por vários anos (Garcia, 1998). As dificuldades de aprendizagem
transitórias tendem a desaparecer com o amadurecimento neuropsíquico do
indivíduo. Os critérios diagnósticos são determinados para crianças na idade
escolar (DSM-IV (APA, 1995). Uma criança
pode ter dificuldade para aprender por vários motivos. Retardo mental,
paralisia cerebral, epilepsia e prejuízos sensoriais podem interferir no
processo de aprendizagem. Os transtornos específicos do desenvolvimento da
aprendizagem, também chamados de learning disabilities (LD), se referem a um
grupo de transtornos cuja dificuldade de aprendizagem não é resultado direto
dessas ou outras condições incapacitantes ou privações. Ao contrário, estas
crianças apresentam prejuízos em algum aspecto do desenvolvimento
viso-perceptivo e da linguagem, que interferem na aprendizagem (Batshaw el al,
1997). A definição dos critérios
diagnósticos conforme o DSM-IV (APA, 1995)afirma o seguinte: os transtornos da
aprendizagem são diagnosticados quando os resultados do indivíduo em testes
padronizados e individualmente administrados de leitura, matemática ou
expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para sua idade,
escolarização e nível de inteligência. Os problemas de aprendizagem interferem
significativamente no rendimento escolar ou nas atividades da vida diária que
exigem habilidades de leitura, matemática ou escrita. Variados enfoques
estatísticos podem ser usados para estabelecer que uma discrepância é
significativa. Substancialmente abaixo da média em geral define uma
discrepância de mais de 2 desvios-padrão entre rendimento e QI. Uma
discrepância menor entre rendimento e QI (isto é, entre 1 e 2 desvios-padrão)
ocasionalmente é usada, especialmente em casos onde o desempenho de um
indivíduo em um teste de QI foi comprometido por um transtorno associado no
processamento cognitivo, por um transtorno mental comórbido ou condição médica
geral, ou pela bagagem étnica ou cultural do indivíduo. Em presença de um
déficit sensorial, as dificuldades de aprendizagem podem exceder aquelas
habitualmente associadas com o déficit. Os Transtornos da Aprendizagem podem
persistir até a idade adulta. O
profissional deve assegurar-se de que os procedimentos de testagem da inteligência
refletem uma atenção adequada à bagagem étnica ou cultural do indivíduo. Isto
geralmente pode ser conseguido com o uso de testes nos quais as características
relevantes do indivíduo são representadas na amostra de estandardização do
teste ou pelo emprego de um examinador familiarizado com aspectos da bagagem
étnica ou cultural do indivíduo. A testagem individualizada sempre é
necessária, para fazer o diagnóstico de Transtorno da Aprendizagem.
Diagnóstico
diferencial
Uma
vez que a escola é um lugar de manifestação de perturbações do sujeito em
desenvolvimento, várias condições podem se manifestadas pela dificuldade de
aprendizagem, sem que necessariamente seja um transtorno específico do
desenvolvimento da aprendizagem, como descrito acima.
Os
transtornos da aprendizagem devem ser diferenciados das variações normais na
realização acadêmica e das dificuldades escolares devido à falta de
oportunidade, ensino fraco ou fatores culturais. A escolarização inadequada
pode resultar em fraco desempenho em testes estandardizados de rendimento
escolar DSM-IV (APA, 1995). Crianças de bagagens étnicas ou culturais
diferentes daquelas dominantes na cultura da escola ou cuja língua materna não
é a língua do país, bem como as crianças que freqüentam escolas com ensino
inadequado, podem ter fraca pontuação nestes testes. Crianças expostas a
ambientes domésticos empobrecidos ou caóticos também. Um prejuízo visual ou auditivo pode afetar a
capacidade de aprendizagem e deve ser investigado, por meio de testes de
triagem audiométrica ou visual. Um Transtorno da Aprendizagem pode ser
diagnosticado na presença desses déficits sensoriais apenas quando as
dificuldades de aprendizagem excedem aquelas habitualmente associadas aos
mesmos. As condições médicas gerais ou neurológicas concomitantes devem ser
codificadas no Eixo III. No Retardo
Mental, as dificuldades de aprendizagem são proporcionais ao prejuízo geral no
funcionamento intelectual. Entretanto, em alguns casos de Retardo Mental Leve,
o nível de realização na leitura, matemática ou expressão escrita está
significativamente abaixo dos níveis esperados, dadas a escolarização e a
gravidade do Retardo Mental do indivíduo. Nesses casos, aplica-se o diagnóstico
adicional de Transtorno da Aprendizagem. Esse diagnóstico adicional de
Transtorno da Aprendizagem deve ser feito no contexto de um Transtorno Invasivo
do Desenvolvimento apenas quando o prejuízo escolar estiver significativamente
abaixo dos níveis esperados, levando em conta o funcionamento intelectual e a
escolarização do indivíduo. Em indivíduos com Transtornos da Comunicação, o
funcionamento intelectual pode precisar ser avaliado por medições
estandardizadas da capacidade intelectual não-verbal. Em casos nos quais o
rendimento escolar estiver significativamente abaixo desta medida de
capacidade, aplica-se diagnóstico de Transtorno da Aprendizagem. O Transtorno da Matemática e o Transtorno da
Expressão Escrita ocorrem, com maior freqüência, em combinação com o Transtorno
da Leitura. Características e
transtornos freqüentemente associados mas que não são a causa da dificuldade
escolar como desmoralização, baixa auto-estima e déficits nas habilidades
sociais podem estar associados com os transtornos da aprendizagem. Os adultos
com Transtornos da Aprendizagem podem ter dificuldades significativas no
emprego ou no ajustamento social. Muitos indivíduos (10-25%) com Transtorno da
Conduta, Transtorno Desafiador Opositivo, Transtorno de Déficit de Atenção /
Hiperatividade, Transtorno Depressivo Maior ou Transtorno Distímico também têm
Transtornos da Aprendizagem. Existem evidências de que atrasos no
desenvolvimento da linguagem podem ocorrer em associação com os Transtornos da
Aprendizagem (particularmente Transtorno da Leitura), embora esses atrasos
possam não ser suficientemente severos para indicarem o diagnóstico adicional
de Transtorno da Comunicação. Os Transtornos da Aprendizagem também podem estar
associados com uma taxa superior de Transtorno do Desenvolvimento da
Coordenação. Anormalidades subjacentes do processamento cognitivo (por ex.,
déficits na percepção visual, processos lingüísticos, atenção, memória ou uma
combinação destes) freqüentemente precedem ou estão associadas com os
Transtornos da Aprendizagem. Os testes estandardizados para a medição desses
processos em geral são menos confiáveis e válidos do que outros testes
psicopedagógicos. Embora predisposição genética, danos perinatais e várias
condições neurológicas ou outras condições médicas gerais possam estar
associados com o desenvolvimento dos Transtornos da Aprendizagem, a presença
dessas condições não o prediz, invariavelmente, e existem muitos indivíduos com
Transtornos da Aprendizagem sem essa história. Esses transtornos, entretanto,
freqüentemente são encontrados em associação com uma variedade de condições
médicas gerais (por ex., envenenamento por chumbo, síndrome alcoólica fetal ou
síndrome do X frágil).
Conclusões
no campo da Psiquiatria Infantil.
Os
transtornos da aprendizagem acometem um número significativo de crianças na
fase escolar. Trazem importante sofrimento e desgaste para os sujeitos, suas
famílias e para as escolas. O
diagnóstico destes transtornos ainda é um grande desafio para o clínico e para
os demais profissionais envolvidos com a criança. Não há consenso em relação ao
conceito e critérios diagnósticos, sabe-se contudo que os aspectos intrínsecos
de funcionamento cerebral e de processamento de linguagem estão relacionados a
estes transtornos. O diagnóstico diferencial que envolve a análise global do indivíduo,
deve considerar eventos psicopatológicos, atrasos do desenvolvimento,
patologias orgânicas, perturbações emocionais (psicodinâmicas) e eventos
externos ao sujeito. A avaliação diagnóstica deve ser multidisciplinar, global
e o mais acurada possível, permitindo assim estabelecer uma proposta eficaz de
reabilitação.
Capítulo
VII
Transtornos
da Leitura
Capítulo
VIII
Transtornos
da Matemática
Capítulo
IX
Transtornos
da expressão escrita
Capítulo
X
Transtornos
da Aprendizagem(difusa)
AO
CONCEITO DE TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
A
aprendizagem vem sendo estudada cientificamente desde o século passado, embora
tenha tomado maior espaço e relevância no meio acadêmico entre as décadas de
1950 e 1970. Junto com os avanços obtidos com as pesquisas, diversos conceitos
foram apresentados como uma tentativa de melhor explicar a aprendizagem e como
se dá o seu processo. Apesar de existir diferentes conceitos, todos eles
concordam que a aprendizagem implica numa relação bilateral, tanto da pessoa
que ensina como da que aprende. Dessa forma, a aprendizagem é melhor definida
como um processo evolutivo e constante, que envolve um conjunto de modificações
no comportamento do indivíduo, tanto a nível físico como biológico, e do
ambiente no qual está inserido, onde todo esse processo emergirá sob a forma de
novos comportamentos. 1 Sendo a
aprendizagem um processo constituído por diversos fatores, é importante
ressaltar que além do aspecto fisiológico referente ao aprender, como os
processos neurais ocorridos no sistema nervoso, as funções psicodinâmicas do
indivíduo necessitam apresentar um certo equilíbrio, sob a forma de controle e
integridade emocional para que ocorra a aprendizagem. Entretanto, "o
desenvolvimento harmonioso da aprendizagem representa um ideal, uma norma
utópica, mais do que uma realidade. Dessa forma, o normal e o patológico na
aprendizagem escolar, assim como no equilíbrio psicoafetivo, não podem ser
considerados como dois estados distintos um do outro, separados com rigor por
uma fronteira ou um grande fosso"(Ajuriaguerra e Marcelli in Möojen,
2001). 2 Apesar disso, é importante
estabelecer uma diferenciação entre o que é uma dificuldade de aprendizagem e o
que é um quadro de Transtorno de Aprendizagem. Muitas crianças em fase escolar
apresentam certas dificuldades em realizar uma tarefa, que podem surgir por
diversos motivos, como problemas na proposta pedagógica, capacitação do
professor, problemas familiares ou déficits cognitivos, entre outros. A
presença de uma dificuldade de aprendizagem não implica necessariamente em um
transtorno, que se traduz por um conjunto de sinais sintomatológicos que
provocam uma série de perturbações no aprender da criança, interferindo no
processo de aquisição e manutenção de informações de uma forma acentuada. 1
UM
CONCEITO PARA QUESTIONAMENTO(Será ?)
OS
TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM. Parte II.
Os
Transtornos de Aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como
leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados
significativamente abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento,
escolaridade e capacidade intelectual.3,4,5
Em 1988, o National Joint Comittee on Learning Disabilities apresentou
uma conceituação muito bem aceita e aplicada sobre os problemas de aprendizagem
6 : "Dificuldade de aprendizagem
é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de transtornos
manifestados por dificuldades significativas na aquisição e uso da escuta,
fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Estes transtornos
são intrínsecos ao indivíduo, supondo-se que são devido à disfunção do sistema
nervoso central, e podem ocorrer ao longo do ciclo vital. Podem existir junto
com as dificuldades de aprendizagem, problemas nas condutas de auto-regulação,
percepção social e interação social, mas não constituem por si próprias, uma
dificuldade de aprendizado. Ainda que as dificuldades de aprendizado possam
ocorrer concomitantemente com outras condições incapacitantes como, por
exemplo, transtornos emocionais graves ou com influências extrínsecas (tais
como as diferenças culturais, instrução inapropriada ou insuficiente), não são
o resultado dessas condições ou influências". Atualmente, a descrição dos Transtornos de
Aprendizagem é encontrada em manuais internacionais de diagnóstico, tanto no
CID-10, elaborado pela Organização Mundial de Saúde (1992), como no DSM-IV,
organizado pela Associação Psiquiátrica Americana (1995). Ambos os manuais
reconhecem a falta de exatidão do termo "transtorno", justificando
seu emprego para evitar problemas ainda maiores, inerentes ao uso das
expressões "doença" ou "enfermidade"2.
Podemos
citar as causas?
A
real etiologia dos Transtornos de Aprendizagem ainda não foi esclarecida pelos
cientistas, embora existam algumas hipóteses sobre suas causas. Sabe-se que sua etiologia é multifatorial, 6
porém ainda são necessárias pesquisas para melhor identificar e elucidar essa
questão. 4 O CID-10 esclarece que a
etiologia dos Transtornos de Aprendizagem não é conhecida, mas que há "uma
suposição de primazia de fatores biológicos, os quais interagem com fatores
não-biológicos". Ambos os manuais informam que os transtornos não podem
ser conseqüência de:
*falta
de oportunidade de aprender;
*descontinuidades
educacionais resultantes de mudanças de escola;
*traumatismos
ou doença cerebral adquirida;
*comprometimento
na inteligência global;
*comprometimentos
visuais ou auditivos não corrigidos;
Atualmente,
acredita-se na origem dos Transtornos de Aprendizagem a partir de distúrbios na
interligação de informações em várias regiões do cérebro, os quais podem ter
surgido durante o período de gestação. 4
O
desenvolvimento cerebral do feto é um fator importante que contribui para o
processo de aquisição, conexão e atribuição de significado às informações, ou
seja, da aprendizagem. Dessa foram, qualquer fator que possa alterar o
desenvolvimento cerebral do feto facilita o surgimento de um quadro de
Transtorno de Aprendizagem, 4 que possivelmente só será identificado quando a
criança necessitar expressar suas habilidades intelectuais na fase
escolar. Existem fatores sociais que
também são determinantes na manutenção dos problemas de aprendizagem, e entre
eles o ambiente escolar e contexto familiar são os principais componentes
desses fatores. 6 Quanto ao ambiente escolar, é necessário verificar a
motivação e a capacitação da equipe de educadores, a qualidade da relação
professor-aluno-família, a proposta pedagógica, e o grau de exigência da
escola, que, muitas vezes, está preocupada com a competitividade e põe de lado
a criatividade de seus alunos. Em relação ao ambiente familiar, famílias com
alto nível sociocultural podem negar a existência de dificuldades escolares da
criança. Há também casos em que a família apresenta um nível de exigência muito
alto, com a visão voltada para os resultados obtidos, podendo desenvolver na
criança um grau de ansiedade que não permite um processo de aprendizagem
adequado.
Dentro
do referencia teórico podemos especular os tipos de TTA(abreviação dos
autores).
Tanto
o CID-10, como o DSM-IV apresentam basicamente três tipos de transtornos
específicos: o Transtorno da Leitura, o Transtorno da Matemática, e o
Transtorno da Expressão Escrita. A caracterização geral destes transtornos não
difere muito entre os dois manuais. 2
Transtorno
da Leitura . O Transtorno da Leitura,
também conhecido como dislexia, é um transtorno caracterizado por uma dificuldade
específica em compreender palavras escritas. Dessa forma, pode-se afirmar que
se trata de um transtorno específico das habilidades de leitura, que sob
nenhuma hipótese está relacionado à idade mental, problemas de acuidade visual
ou baixo nível de escolaridade. 6
O
DSM-IV classifica como critérios diagnósticos para o Transtorno da Leitura:
• Rendimento da capacidade de leitura,
como correção, velocidade ou compreensão da leitura, significativamente
inferior à media para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de
escolaridade do indivíduo.
• A dificuldade de leitura apresentada
pelo indivíduo interfere de modo significativo nas atividades cotidianas que
requeiram habilidades de leitura.
• Sob a presença de algum déficit
sensorial, as dificuldades de leitura excedem aquelas habitualmente a este
associadas.
• A leitura oral se caracteriza por
distorções, substituições ou omissões, e junto com a leitura silenciosa vem
acompanhada por lentidão e erros na compreensão do texto.
Transtorno
da Matemática O Transtorno da
Matemática, também conhecido como discalculia, não é relacionado à ausência de
habilidades matemáticas básicas, como contagem, e sim, na forma com que a
criança associa essas habilidades com o mundo que a cerca. 1 A aquisição de conceitos matemáticos e
outras atividades que exigem raciocínio são afetadas neste transtorno, cuja
baixa capacidade para manejar números e conceitos matemáticos não é originada
por uma lesão ou outra causa orgânica.7 Em geral, o Transtorno da Matemática é
encontrado em combinação com o Transtorno da Leitura ou Transtorno da Expressão
Escrita. O Transtorno da
Matemática, segundo o DSM-IV, é caracterizado por:
• A capacidade matemática para a
realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático,
encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade
cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
• As dificuldades da capacidade
matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos significativos em
tarefas da vida diária que exigem tal habilidade.
• Em caso de presença de algum déficit
sensorial, as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente a este
associadas.
• Diversas habilidades podem estar
prejudicadas nesse Transtorno, como as habilidades lingüisticas (compreensão e
nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de
problemas escritos em símbolos matemáticos), perceptuais (reconhecimento de
símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos), de
atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação), e matemáticas
(dar seqüência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de
multiplicação).
Transtorno
da Expressão Escrita Um transtorno
apenas de ortografia ou caligrafia, na ausência de outras dificuldades da
expressão escrita, em geral, não se presta a um diagnóstico de Transtorno da
Expressão Escrita. Neste transtorno geralmente existe uma combinação de
dificuldades na capacidade de compor textos escritos, evidenciada por erros de
gramática e pontuação dentro das frases, má organização dos parágrafos,
múltiplos erros ortográficos ou fraca caligrafia, na ausência de outros
prejuízos na expressão escrita. Em
comparação com outros Transtornos de Aprendizagem, sabe-se relativamente menos
acerca do Transtorno da Expressão Escrita e sobre o seu tratamento,
particularmente quando ocorre na ausência de Transtorno de Leitura. Existem
algumas evidências de que déficits de linguagem e percepto-motores podem
acompanhar este transtorno. O
Transtorno da Expressão Escrita, de acordo com os critérios diagnósticos do
DSM-IV, são:
• A capacidade das habilidades de
expressão escrita encontram-se significativamente inferior à media para a idade
cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.
• A dificuldade na expressão escrita
apresentada pelo indivíduo interfere de modo significativo nas atividades cotidianas
que requeiram habilidades de escrita, como escrever frases gramaticamente
corretas e parágrafos organizados.
• Na presença de algum déficit
sensorial, as dificuldades de escrita excedem aquelas habitualmente a este
associadas.
• O problema se caracteriza por
dificuldades na composição de textos, erros de gramática e pontuação, má
organização dos parágrafos, erros freqüentes de ortografia e caligrafia
precária.
Existe
a possibilidade de tratamento.
A
maioria das crianças necessita de intervenção psicopedagógica e/ou
fonoaudiológica e continua participando das aulas convencionais oferecidas pela
escola. Porém, existem casos em que o grau do transtorno exige que a criança
passe por programas educativos individuais e intensivos. Independentemente do caso,
é importante que a criança continue a assistir e a participar das atividades
escolares normais. 7 Cabe ao profissional que acompanha a criança ou
adolescente realizar contatos com a escola a fim de estabelecer uma maior
qualidade do processo de aprendizagem, através da inter-relação dos aspectos
exigidos pela escola e do que a criança é capaz de oferecer para suprir tais
necessidades.
Além
de um melhor enquadramento da proposta educacional, outras variáveis que
implicam nos Transtornos de Aprendizagem deverão passar por um processo
terapêutico. Assim, é necessário que ao se fazer uma avaliação de um quadro de
Transtorno de Aprendizagem, o profissional esteja atento para identificar se
existem fatores psicológicos que contribuem para a manutenção do problema. Caso
esta variável esteja presente, o psicólogo é o profissional indicado para
tratar dos problemas emocionais vinculados ao tipo de Transtorno.
O
tratamento farmacológico, associado ao atendimento psicopedagógico deve ser
dirigido por um psiquiatra ou neurologista, sendo indicado, por exemplo, em
casos nos quais as capacidades de atenção e concentração da criança
encontram-se debilitadas.
Capítulo XI
Fala,
linguagem e ortografia
Capítulo
XII
Condições
neurológica ou perturbação sensorial
Capítulo
XIII
Deficiência
de leitura para faixa etária excedente
Capítulo
XIV
Síntese
conceitual dos temas derivados:
Secção
I
Apraxias.
Secção
II
Agnosias.
Secção
III
Afasias.
Secção
IV
Dislexias.
Secção
V
Agrafias.
Secção
VI
Amusias.
Secção
VII
Acalculia.
Conclusão.
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